Pecado???
por Mara Protta em 29 de novembro de 2011
O pecado é assim:
Teu pai oraganiza uma enorme festa, linda, com muitos comes e bebes, manda fazer a maior faxina na casa e decorar o ambiente, convida pessoas importantes e queridas para te honrar e te diz: Filho, agora vai, toma um bom banho, coloca a tua melhor roupa, te perfuma, te penteia e calça um sapato novo e limpo que comprei pra ti. Depois vem e eu vou te honrar na festa que te preparei!
Mas você diz: Pai, não quero tomar banho nem trocar a roupa. Assim está muito bem. Pra que mudar?
E ele insiste: Filho, talvez você não entenda mesmo, mas é necessário que seja assim, que você me honre e aos meus convidados, estando limpo, bem vestido e perfumado. Não há outro modo de você vir à sua festa.
E você não cede: Ah, pai! Se tiver que tomar banho e mudar a roupa eu não vou!
E você vai para o teu quarto e prefere ficar lá, sujo e sozinho, enquanto a tua festa está acontecendo sem você!
Amigos
por Mara Protta em 16 de novembro de 2011
Existem algumas pessoas a quem vemos todos os dias. Por exemplo, o recepcionista do prédio em que trabalhamos, ou o motorista do onibus que nos leva ao trabalho, ou a senhora que limpa nossa sala a nossa mesa. Todos os dias lhe damos um sorriso, ou apenas respondemos ao seu bom dia. Todos os dias sabemos que ela está ali, mas nem todos os dias a percebemos, principalmente nos dias em que estamos muito bem, ou muito mal e nem pensamos se ela poderá fazer diferença no nosso estado de humor, porque tudo o que trocamos com ela é um -Bom dia! ou menos que isso! Às vezes sabemos o seu nome, sua nacionalidade e seu estado civil. Podemos até saber se tem filhos e se eles são importantes, porque essas pessoas muitas vezes são falantes dos próprios filhos! Elas não têm muitas preocupações com o trabalho, mas tem muitas preocupações com suas famílias.
Um dia a encontramos em um local diferente, em uma situação diferente, e ela nos reconhece! Vem falar conosco e estamos com amigos ou com a nossa família, ou ainda estamos sós e tristes. Ela nos dá aquele seu sorridente -Bom dia! mas não vai embora. Isso é estranho porque todos os dias passamos por ela mas seguimos em frente. Ela fica onde está o seu trabalho. Mas agora ela está ali e não vai sair. E descobrimos que aquela pessoa que nos parecia tão familiar, não passa de um estranho! Falar o que? Não sabemos nada dela. Mas ficamos surpresos ao descobrir que ela sabe muito de nós. Ela nos observa todos os dias, ao passo que não lhe damos mais do que alguns segundos da nossa atenção. E ela percebe o nosso embaraço. Porque ela sabe, melhor do que nós imaginávamos, que não a conhecemos. Nunca sequer lemos o seu crachá para saber que cargo ocupa. Muito menos fomos ao RH para saber suas qualificações, seu perfil psicológico ou as peculiaridades do seu caráter. Até acreditamos que ela existe, porque a vemos todos os dias e também vemos o resultado do seu trabalho. Mas não podemos sequer dizer que acreditamos nela, na sua palavra, no seu caráter e muito menos no seu aprêço por nós… porque, simplesmente, não a conhecemos!
Assim é com a pessoa que chamamos de Deus. E mais ainda com o que chamamos de Seu Filho, Jesus! Sabemos que eles estão em algum lugar. Muitas vezes tivemos situações em que falamos com eles. Algumas pessoas conseguem até brigar com eles e, mesmo assim, não podem crer, porque não sabem nada deles. E no momento em que estamos sós, quando nos encontramos com eles porque ninguém mais ficou e sabemos que eles não vão arredar os pés de perto de nós… dizer o quê?
Quer saber? Não diga nada! Nada além de, me perdoe!
E espere! Eles saberão o que falar!
“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:6) 
A Graça e a Graça
por Mara Protta em 21 de maio de 2011
Como é bom olhar para certas coisas em nossa vida e encontrar nelas graças. Coisas que nos trazem uma alegria mansa e produzem em nós uma profunda paz. Pode ser o olhar de um filho, cujo brilho nos revela o inexplicável do amor. Ou a paisagem da janela da nossa casa, quadro que nos lembra a história incrível de como chegamos até ali. Fotos de viagens, de pessoas queridas, de momentos inesquecíveis, ou ainda uma música em especial que carrega em si imagens, cheiros e sons que só nós podemos perceber. Nisso tudo temos duas graças tão inseparáveis quanto inconfundíveis: a beleza e o favor.
Por outro lado, há faces da vida que revelam o extremo oposto. Fatos que guardam, como selo de fábrica, a feiura e o alto preço. Ao lembrarmos ou vislumbrarmos estas coisas o nosso coração se constrange em amargura, nossos olhos se fecham tentando negar sua existência, balançamos negativamente nossa cabeça e mudamos de rumo mental ou, até mesmo, fisicamente, pois nelas não há qualquer tipo de graça.
Em tudo o que podemos conhecer do nosso Criador, desde os preparativos mais absolutamente paternais quanto ao berço da humanidade: a natureza, até à elaboração da intangível vida humana, a graça e a graça estampam a indelével nota da perfeição. Assim viemos a existir como geração deliberadamente única e como objeto exclusivo do meticuloso desenho e do impagável deleite que são a expressão absoluta do amor.
Mas, não fosse a liberdade o principal representante da gratuidade, a vida não teria a sutil graça que nos enche a alma. E é através dessa liberdade que, nós mesmos, abrimos portas para que nos escapem a graça e a graça, deixando entrar a nós a feiura e a servidão.
Ah, mas o perfeito Pai não nos daria de graça a liberdade de ir, sem nos conceder, igualmente de graça, o direito de voltar. Ele nos deu o entendimento e a sensibilidade que são o mapa e a bússola para atravessarmos nossa existência evitando, desviando ou ainda nos desfazendo de tudo o que não tem graça. E muitas vezes, por desprezarmos a companhia e os conselhos Daquele que nos ama incondicionalmente e escolhermos caminhos cuja aparência é graça mas o conteúdo é morte, acabamos por nos estabelecer entre paredes sujas, janelas fechadas e circunstâncias dolorosas.
Então, é preciso uma única atitude, é preciso lançar mão do mais escrupuloso sentimento humano e o mais humano dos sentimentos: o arrependimento. Este é o salvo-conduto concedido a cada criatura humana, desde o princípio, juntamente com a liberdade de ir, para que retorne à graça e à graça que só podem ser desfrutadas na presença do Todo Poderoso.
Há um tempo para essa liberdade ser desfrutada e toda a humanidade aprender que não há melhor lugar que debaixo da Maravilhosa Graça. Esse tempo é hoje! Não importa quanto tenhamos caminhado para longe ou há quanto tempo estejamos fora: a volta é um expresso celestial, o mais rápido, o mais seguro, o mais desejável. É imediato e, como tudo o que vem Dele: de graça e com graça!
Romanos, 5:21
“para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”
Salmos 23
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Ensinando a aprender
por Mara Protta em 13 de fevereiro de 2011
Eu não sei como era ou é, no teu tempo de estudos, mas no meu, quando o professor entrava na sala de aula e dizia “matéria nova”, nós já sabíamos como seria a aula. O professor fazia a chamada e depois pegava o giz e começava a escrever no quadro. Escrevia em metade do quadro, porque era muito grande. De cima a baixo ele escrevia. E nós tínhamos que copiar tudo em silêncio. Terminada a primeira metade, ele fazia um risco e recomeçava a escrever na parte superior da outra metade do quadro. E quando este quadro não era suficiente, ele se dirigia ao outro quadro na lateral da sala, que também ocupava a parede toda, e escrevia, primeiro numa metade e depois na outra. O giz não descansava no apoio enquanto a matéria não estivesse toda reproduzida para que pudéssemos copiar.
Não havia qualquer explicação sobre o assunto, enquanto todos os alunos não tivessem terminado a cópia, por respeito e incentivo aos mais lentos. Caso não houvesse tempo para todos, o professor incentivava os alunos a emprestarem seus cadernos para quem não conseguira, copiar em casa. Nesses casos, só na aula seguinte haveria explicação da matéria. O mais difícil, às vezes, era terminar de copiar alguma coisa que não fazia o menor sentido pra mim. Ou pior, que me parecia estar errado por eu ter alguma noção distorcida daquele assunto. Mas não era possível perguntar nada nessa etapa da aula pois isso acarretaria muito atraso na matéria e poderia causar confusão para os colegas. Era preciso esperar a explicação do professor. Ele sabia o que estava escrito ali e era a pessoa certa para nos dar o entendimento. E o professor esperava que confiássemos na sua explicação como sendo verdadeira porque ele havia estudado o assunto com dedicação e havia buscado o conhecimento em fontes seguras. Se o professor desejasse expor seus pensamentos pessoais a respeito da matéria, ele teria a hombridade de nos revelar que era uma opinião pessoal e não uma causa estabelecida como verdade, pelos estudiosos da área. Em contrapartida, ele nunca esperaria que soubéssemos do que se tratava, dos princípios expostos em palavras, do conteúdo profundo ou mesmo superficial da matéria, antes de sua explanação sobre o ensino contido na lição.
Hoje, vemos o ensino, infelizmente, muito diferente disso: banalizado, infestado de argumentações pessoais que são, no mais das vezes, repassadas como a essência da verdade. E, pobres dos alunos que não têm o hábito da pesquisa. Correm o risco de levar enganos em suas mentes e em suas escalas de valores, para o resto de suas vidas.
O que não dizer, então, sobre o ensino da Palavra de Deus? Ah! Fico pensando como é que o Senhor olha para o que o homem chama de igreja, mas que nunca foi plano Dele estabelecer, em grande parte das congregações. E porquê? Porque os professores não são mais como foram os do meu tempo de escola e os alunos, por sua vez, não recebem o ensino da mesma forma, com a mesma disposição de coração, até porque nem isso tem sido mais ensinado: o aprender.
Para honra e gloria do Senhor, há mestres que transmitem a Palavra de Deus em sua mais profunda fidelidade ao que o próprio Senhor lhes ensinou. Esses tais são os que buscam conhecimento e discernimento na única fonte segura: a presença de Deus. O coração do mestre que é aprovado por Deus e que está apto a ensinar Sua verdade, é como o do apóstolo Paulo:
2º Corintios 3:16
Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós?
Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração.
E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;
não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
No entanto, há, pela força da injustiça que habita no coração dos servos infiéis, a arrogância de se ensinar o que não se aprendeu. E isto se deve por um de dois motivos: ou o mestre negligencia os estudos e a oração, ou simplesmente Deus ainda não lhe revelou a verdade sobre aquilo que ele se dispõe a ensinar. Em ambos os casos, o engano é a essência da lição.
Salmos : 25:12-15
Qual é o homem que teme ao Senhor? Este lhe ensinará o caminho que deve escolher.
Ele permanecerá em prosperidade, e a sua descendência herdará a terra.
O conselho do Senhor é para aqueles que o temem, e ele lhes faz saber o seu pacto.
Os meus olhos estão postos continuamente no Senhor, pois ele tirará do laço os meus pés.
Esta é a nossa deixa, a fala do Senhor para que tenhamos garantia no aprender e no ensinar. E também para que lembremos que o que não está revelado, não tem explicação que o homem possa dar. É para ser lido, guardado em nossas mentes para que, no tempo certo do Senhor, a explicação venha e traga o entendimento, o correto aprendizado e as consequentes bênçãos.
João 14:26
Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.
Enoque ou Jó?
por Mara Protta em 11 de dezembro de 2010
Louvo ao Senhor porque Ele não esconde dos seus servos o entendimento das coisas que levam à vida.
Louvado seja o nome do Senhor Jesus, pois que, por seu intermédio temos acesso aos pensamentos do Pai, pelo mover do Espírito Santo. Aleluia!
Estava eu cogitando sobre como aconteceu de Deus permitir a Satanás, tocar tão cruelmente em Jó, quando o Senhor me disse: – Não foi o diabo que reivindicou a Jó, mas Eu mesmo determinei que ele fosse tocado.
Ah! Como as coisas ficam claras quando o Senhor nos fala! Como eu nunca tinha notado que o próprio Deus dirigiu-se a Satanás para lhe falar de Jó? Ele tinha grande amor por esse seu servo. O testemunho do Senhor sobre ele é algo tremendo: “…Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.” (Jó 1:8)
Como muitos de nós buscam por essa aprovação! Por vezes, comemos a Palavra do Senhor, somos rigorosos conosco mesmos, tantas vezes nos apegamos a cânticos obstinadamente, para tirar deles o conforto para nossas almas, pois sabemos que o Senhor habita no meio dos louvores. No entanto, com a mesma facilidade nos envolvemos com as coisas do mundo em um nível tal que nosso coração simplesmente arrefece. Não nos desviamos, não nos tornamos hereges, não negamos a Deus nem mesmo deixamos de lado as atitudes leais de um servo a seu Senhor. Mas, nosso coração não emana, então, o doce perfume, não ressoa o singelo cântico, não reflete a suave luz como quando andamos na presença Dele!
Enoque certamente experimentou muito disso. Ele, andava com Deus de tal forma, com tal intimidade e constância, que o Senhor simplesmente o tomou para si.
“Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.” (Gn 5:6)
“Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus.” (Hb 11:5)
Ah, Senhor! Se eu pensar que esses dois homens, servos amados, tiveram chances diferentes, não só estarei fechando meus olhos e tapando meus ouvidos para não receber o grande tesouro do Teu ensino, como O estarei declarando injusto! Perdão, Senhor!
Posso ver agora que ambos foram tratados pelo mesmo Pai amoroso, que olha as diferenças entre seus filhos e proporciona, deliberada e diligentemente, as condições de aperfeiçoamento para cada um, até que, pelo exercício do livre arbítrio, “… todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4:13).
E Jó foi valente! Sua própria esposa, a pessoa mais próxima, a pessoa de quem certamente ele esperava algum apoio, o aconselhou a negar a Deus e morrer, por ver o sofrimento ímpar desse homem. Mas ele a chamou de louca e dispôs seu coração a aceitar do Senhor o que a Ele aprouvesse. E Deus o honrou pois “…Em tudo isso não pecou Jó com seus lábios.” (Jó 2:10)
Ficou claro que o Senhor, em Sua absoluta justiça, conferiu a ambos os seus servo, o tratamento que lhes proporcionasse maior e mais rápida aproximação de Si: a um, recolheu, a outro, deu dores!
Enoque nada disse de si mesmo. Ele foi abraçado, acolhido, escondido por Deus em Seu seio! Ah, posso entender agora essa bendita diferença de tratamentos, pois da boca de Jó saiu o
testemunho da eficácia das medidas suscitadas por Deus a Satanás: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:5-6)

Onde há tal agudeza de conhecimento a respeito de mim, senão no coração do Senhor?
Ah! Pai! Trata-me como a Enoque e a Jó, pois, tão certo como vive o Senhor, ambos receberam de ti a justiça, o amor e o cuidado do Verdadeiro Pai!
Louvado seja o nome do Senhor para sempre! Amém!
A Verdade
por Mara Protta em 19 de novembro de 2010
Meus dezessete anos foram em um divisor de águas na minha vida. Lembro-me, com lucidez assombrosa, do momento em que meu coração ardia em dúvidas e, em um clarão de consciência, declarei em voz alta: Eu quero A VERDADE! Não vou descansar enquanto não encontrar A VERDADE!
É engraçado como lembranças de pensamentos sempre me retornam juntamente com a visão física do momento em que aconteceram. Nesse instante que desejei ardentemente a Verdade, eu estava em frente ao meu guardaroupas, um grande reoupeiro que tomava toda a parede do quarto e era de uma embuia escura e linda.
Jamais esqueci desse momento. No entanto, não tinha a menor idéia do que procurava. Minha vida, meus planos homanos e meus afazeres, em nada se alteraram. Mas, a partir daí, sei que meu coração começou uma grande luta. A aceitação das coisas já não era sem argumentos e quanto mais eu argumentava mais o mundo me estrangulava.
Com o passar dos anos tornei-me uma ilha, aparentemente sociável, mas sedenta, faminta e alerta para tudo o que fosse esclarecedor, que alimentasse minha alma. Tudo que eu fazia, era como se estivesse me agarrando à última tábua solta do navio naufragado.
E Deus devia me olhar com tanta ternura e balançar a cabeça pacientemente, esperando que eu paresse de lutar para poder me socorrer sem que eu o rejeitasse. Ele nunca age contra nós, mesmo que seja com a intenção de nos salvar. Este é o cerne do Livre Arbítrio!
Muitas vezes Ele providenciou para que eu tivesse acesso à Sua Palavra e ao conhecimento da Sua Vontade que é perfeita eternamente, amém! Mas o apego ao mundo, cujo teor de sedução eu ignorava, impedia-me de ver exatamente o que eu mais desejava encontrar!
Muitos de vocês devem ter tido a experiência de levar uma criança à escola, ou ao médico, contra a vontade dela e ter lutado com pézinhos e mãozinhas que insistiam em agarrar-se no seu corpo, lutando desesperadamente para não se afastarem.
Pois creio que era exatamente assim que o Senhor agiu comigo por anos seguidos. Ele soltava uma das minhas mãos e eu agarrava o mundo com a outra, com um coração desesperado por querer o novo e não ter coragem de soltar o velho. Agarrava meus planos, meus desejos, meus pecados, minhas dúvidas, minhas parcas convicções, minha obtusa consciência de mim mesma.
Então Deus tomou a decisão que todos nós, como pais, tomamos para o bem dos nossos filhos. Desprendeu-me de tudo a que eu me agarrava e colocou-me sentadinha num canto da escola da vida para que, sozinha, sem nada diante dos meus olhos, eu pudesse respirar, levantar o rosto e perceber a realidade!
Então eu O vi; perto, atencioso, cuidadoso! Comecei a notar todas as providências que Ele sempre tomara mesmo nos momentos mais difícies quando parecia que eu estava sozinha e ferida.
Foi quando “ouvi” pela primeira vez seu chamado:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30)
Vocês têm noção do quanto isso foi atrativo para mim? Era como ter andado dias no deserto, alem da seca, o sol escaldante e o frio noturno. Um oásis! Uma visão magnífica! Um jorro de esperança na minha alma foi despejado e eu mergulhei nele! Glória a Deus por esse dia!
Hoje, após vinte anos, lendo a Palavra do Senhor em oração, pude degustar saborosamente a mais contundente declaração de Jesus para alguém que buscava a Verdade:
“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais tera fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” (Mateus 6:35)

Teologia Enlatada
por Mara Protta em 3 de agosto de 2010
Estou começando a acreditar que muitos serão mesmo enganados, no final dos tempos, mas não por falta de liberdade de escolha e sim pelo excesso de informações enlatadas e fáceis de serem consumidas. O pior é que estas informações vêm sempre com uma embalagem bonita, um representante cheio de carisma e um contexto 90% cristão. E o problema está justamente nos 10% de heresia que é incutida na mente das pessoas que aceitam tudo sem questionar, como se não precisássemos mais da Bíblia para conhecer os pensamentos de Deus: como se bastasse ver os filmes, assistir os pregadores ao vivo ou pela TV, ouvir todo tipo de música gospel e ler todo livro que está nas livrarias evangélicas. Cada vez que aparece um título novo que esteja virando moda, logo procuro ler o material para comparar aos princípios contidos na Palavra de Deus. E como tenho encontrado distorções, coisas das mais simples às mais diabólicamente engendradas para tropêço dos incautos e, porque não dizer, preguiçosos. Tenho visto irmãos, gente boa e temente a Deus, ser enganados por palavras bonitas e imagens emocionantes, produzidas por pessoas de alto nível cultural, social e de excelente aparência e oratória, simplesmente porque não aceitam que o mau está rondando o povo de Deus a todo instante. Ele não descansa! A Palavra de Deus diz “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” (1Pedro 5:8) E como ele fará isso? Ele não pode nos tocar fisicamente e não pode determinar a nossa morte. Só o Senhor pode fazer isto. Então ele nos leva ao engano e usa todo tipo de armadilha. E a porta mais fácil para ele é a ignorância do povo de Deus. Ah! E é tão simples consultar a Verdade escrita especialmente para nós! Está tudo lá, com letras pretas no papel branco! Como, então, irmãos tementes a Deus estão aceitando teologias diversas do que está lá? Como não estão colocando diante de Deus o que ouv
em e vêem e pedindo discernimento para não cairem em armadilhas? E Jesus afirma: “Errais, não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29). Assim, o inimigo vai ganhando pontos, ou pior, almas, cuja salvação fica severamente comprometida pois o intuito de Satanás é fazer com que os chamados não sejam escolhidos. O próprio Jesus afirma isso quando diz: “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:14) referindo-se aos religiosos do seu tempo, os quais eram povo do Deus de Abraão, de Isac e de Jacó.
Certos estavam os irmãos de Beréia e os que hoje ainda fazem como eles:
“E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.”
Aonde vamos?
por Mara Protta em 20 de julho de 2010
O presente é um lugar distante e difícil de se chegar. Mas os que nele chegam, encontram um tesouro: as conquistas do passado e a chave do futuro.
O “não” de Deus
por Mara Protta em 6 de junho de 2010
Enquanto não aprendemos a ouvir os “não” de Deus, não conseguimos experimentar a verdadeira alegria; porque a alegria que vem dos “sim” é limitada à duração da bênção! E a que vem dos “não”, é totalmente produzida pelo amor do nosso Deus e é eterna!
Nossos tesouros
por Mara Protta em 5 de maio de 2010
Ensinar é repassar um princípio a alguém que não detém aquele conhecimento. Não importa se o outro é um doutor em alguma área e você pouco estudou: sempre temos algo a ensinar a alguém. Isto também é maravilhoso.




