Arquivo para setembro de 2009
Uma Parábola
por Mara Protta em Sem categoria as 28 de setembro de 2009
O nosso relacionamento para com Deus é semelhante ao menino que, tendo ganhado de presente um lindo brinquedo, ficou muito feliz. Mas, apesar de ter gostado demais, o menino tinha muitas outras coisas a fazer e não dedicou zelo ao lindo brinquedo.
Certo dia… o brinquedo quebrou! Ah! Que dor! Ele amava aquele brinquedo! Era o seu preferido. Todas as outras coisas passaram a não ter mais importância e seu coração estava agora, mais vazio do que nunca.
Triste, o menino olhou e avaliou o estrago, percebendo, então, que não tinha nem capacidade e nem material para consertá-lo; não tinha poder para fazê-lo.
Mas, uma luz acendeu em seu pensamento e seu coração se encheu de esperança:
- Meu pai!
Bem depressa, com o brinquedo em pedaços, correu à procura do pai. Encontrou-o lendo tranquilamente seu jornal na sala.
- Pai. Disse ele meio alegre, meio envergonhado: ansioso! – Pai, meu brinquedo quebrou. É o meu preferido; e eu não posso conserta-lo. Tampouco posso viver sem ele! Mas tu… sei que podes. Faz isso prá mim?
O pai, que tendo baixado o jornal, ouvia o filho com ternura e paciência, sorriu e disse:
- Se queres que eu conserte, entrega-o a mim.
Por alguns instantes o menino sofreu: não poderia separar-se do brinquedo quebrado – não agora, pois percebera o quanto lhe era importante e teve medo. Pensou:
- E se ele não consertar? E se não ficar bom, do jeito que eu quero? E se ele resolver não me devolver? E se…
O pai, experiente, conhecendo o que se passava no coração de seu filho, disse, manso e firme:
- Se queres teu brinquedo consertado, entrega-o.
O menino entregou: doeu, ficou vazio, deu por perdido, chorou, dormiu angustiado e acordou de luto! O mundo perdeu o brilho. Nem chocolate lhe poderia agradar.
- E se ele não consertar? pensava:
Tem tanta coisa quebrada nesta casa… porque ele vai se preocupar justo com meu brinquedo? Mas, ele prometeu…
Resolveu confiar:
- Meu pai vai dar um jeito. Ele sempre diz que me ama e que posso confiar nele. É! Se isso tem um jeito – ele vai achar!
Todo dia o garoto voltava ao assunto:
- Pai, já arrumou meu brinquedo? Tá demorando! Eu nem posso estudar ou dormir direito – só penso em poder brincar novamente com ele! Ah! Quando estiver pronto… nunca mais largo dele – vou cuidar direitinho! Eu fui mesmo um relaxado!… Como estou arrependido!
O pai ficava satisfeito de ver o filho perceber as verdades na dor e crescer. Dizía lhe:
- Espera filho, estou trabalhando no brinquedo todos os dias, leva tempo! Aquieta teu coração.
E assim, passaram-se muitos dias. Dias demais para qualquer menino. Ah! Insuportável para este cheio de vida e de planos! Então… num repente…
- Não dá! Vou ver o que está acontecendo e, quem sabe, eu possa fazer algo prá acelerar esse conserto?
Correu então para o escritório do pai, abriu a porta de mansinho e… lá estava. Sobre a mesa de trabalho, bem diante da cadeira de seu pai: o brinquedo! Inteiro!
Chegando maís perto percebeu que aínda havia uma peça que não fora colada. Ao lado….. a cola! Pensou com o coração aos pulos: – Quem sabe ele não teve tempo prá ísso? Vou ajudar!
Então, com suas mãozínhas ínexperíentes e sem perceber que outras partes estavam coladas recentemente, estragou todo o trabalho do paí. Que desespero! Cheio de culpa pensou:
- Meu brinquedo!?! E agora?
- Sou mesmo um burro! pensava… Além de ficar sem o brinquedo, como vou encarar meu pai outra vez?
Escutou passos. Que terror! Correu para detrás das cortinas. Se não o encontrasse pela respiração que estava suspensa, certamente ouviria seu coração que batia como o bumbo da banda!
Pela fresta da cortina observou: o brinquedo desmontado sobre a mesa e algumas peças ainda caíram no chão por causa do desespero e da fuga.
Pensava:
- Não tem mais jeito, era melhor nunca ter ganhado este brinquedo. Eu não mereço mesmo! Nem mereço ter um pai! Ele deve ter vergonha de mim! Ele vai me odiar e não vai mais falar comigo. Bem feito prá mim!
Com o coração num ritmo mais calmo e com o ar de volta aos pulmões, admitiu para si mesmo:
- Não posso mesmo ficar aqui pro resto da vida.
De cabeça baixa, com uma dor estranha, diferente, que lhe envolvia todo o corpo e anestesiava seus sentidos, caminhou na direção da porta. Ouviu:
- Filho!
Parou. Gelou. Não tinha coragem de olhar prá trás. Precisava fugir. Mas, que estranho… não queria… e agora?
Ouviu novamente:
- Filho! (quando é que esta voz se tornou tão doce?)
- Filho! Olha prá mim.
O menino virou-se. Olhou! Nunca poderá descrever o que sentiu. Seu pai estava sério, e havía tristeza em seus olhos. Mas, seus braços … seus braços estavam abertos para ele…
Sem pensar mais nada, o menino correu. Correu para os braços do pai e chorou. Convulsivamente chorava e falava – explodia em sentimentos de culpa e arrependimento. Sossegou.
- Filho. O que fizeste foi errado: Não confiaste em mim. Subestimaste meu interesse por teu problema. Mexeste em algo que estava sob o meu domínio, minha responsabilidade. Não pediste licença. Te julgaste mais sábio do que teu pai. Concordas?
Envergonhado, querendo ficar invisível, consentiu com a cabeça murmurando um “concordo” muito embrulhado.
- Bem, disse o pai: – Se queres, ainda posso fazê-lo. Mas, terás que esperar. Esperar mesmo: esquecer. Voltarás às tuas atividades e não me perguntarás mais todo o tempo se já terminei, certo?
- Certo! Respondeu.
E para si mesmo: – Claro que está certo!
Vendo-se livre de um peso enorme, o menino saiu. Já não era o mesmo que entrara naquela sala.
O tempo passou. E ele sempre se lembrava do brinquedo mas, olhava para o pai e confiava.
Sentia saudade do brinquedo preferido. Aquele que sempre quis ter e, quando teve, não cuidou. Chorava no seu quarto. Limpava o rosto e saía de novo. Quase esqueceu; livrou-se da dor, como a dor por alguém que já morreu há muito tempo.
Certo dia….
- Filho, vem comigo.
Tomando-o pela mão, o pai o levou até seu escritório. Pegou-o no colo e sentou-se à mesa. Ali havia uma caixa. Uma caixa de presente.
- Abra. Disse-lhe o pai.
O menino abriu. Não podia acreditar! Seu brinquedo preferido! Novinho em folha!
- Pai! Exclamou o menino: – Ficou lindo!
Pensou: – Como pode? Não há nem marcas de emendas; é como novo! Perguntou:
- E outro?
- Filho! Disse com ternura, o Pai: – Tens vivido toda a tua vídinha comigo e ainda não me conheces? Não conheces o poder da minha dedicação? O meu trabalho é feito com amor e sendo assim não deixa marcas. Não fica cicatriz!
Então, aquele filho, erguendo os olhos do brinquedo tão querido, encontrou os olhos do pai. Nunca percebera aqueles olhos: mansos, doces…
Pensou:
- Ele sorri com os olhos!…
Amou-o! Então, seu coração se encheu desse sentimento e transbordou. Não ficou mais nem um Iugarzinho vazio! Engraçado… o brinquedo já não tinha a mesma importância. Olhou o presente e alegrou-se! Pensou:
- Eu nem acredito!
- Filho! Tornou a falar o pai, enquanto o menino olhava novamente para seus olhos, agora atraído… enlevado!
- Filho! Eu estou sempre tão perto. Não venhas a mim só quando precisares mas, venhas também com os teus brinquedos inteiros. Brinquemos juntos. Venhas contar dos teus amigos, da tua escola, das tuas alegrias, das tuas derrotas… venhas sempre pois eu te amo!
- Pai! Me diz; eu quero saber! – Porque há tantas coisas quebradas nesta casa se tu podes fazer um trabalho tão bom?
- Filho, vê: há muitas coisas quebradas, mas, há tantas consertadas e tantas outras que nunca se quebraram. Teus irmãos às vezes trazem coisas para que eu as conserte. Outros trazem antes de quebrar; aprendem comigo a brincar da maneira certa e têm seus brínquedos por muito tempo. Mas, cada um tem o direito de escolher o que fazer com seus pertences. Eu lhes dei esse direito, assim como lhes dei os pertences.
Não vou até seus aposentos mexer em algo que não está sob a minha guarda. Seria desonroso tal procedimento. No entanto, todos, assim como você, sabem que estou aqui e que os amo. Eu tenho mostrado isso todos os dias, não tenho? Olha à tua volta! Não vês o fruto do meu amor por ti?
“Bom é o Senhor para os que esperam nele, para a alma que o busca.” (Lm 3:25)
(Florianópolis, 25.01.96)
Do jeito Dele
por Mara Protta em Sem categoria as 25 de setembro de 2009
Livre arbítrio
por Mara Protta em Sem categoria as 12 de setembro de 2009
Cada um tem apenas dois caminhos a escolher: o de seu próprio coração ou o do Senhor.
O diabo não tem caminho nenhum pois, ele não está indo a lugar algum. Sua única intenção é destruir a criação pois ele tem consciência de que seus dias estão contados. Ele não precisa perder tempo em criar novos atalhos para o homem: ele aproveita o que já está no coração de cada um. Portanto, é imprescindível que o homem reconheça que, quando toma caminhos errados, diferentemente da vontade de Deus para ele, não é o diabo que o fez desviar: ele está simplesmente fazendo uso do livre arbítrio que o Senhor lhe deu. O trabalho do diabo é colocar tropeços no caminho do homem: tentações oportunas que acometem a humanidade a todo momento. O diabo não conhece o nosso coração nem nossos pensamentos. Por isso, não perde tempo: garante seu sucesso enchendo nosso caminho de tranqueiras para que, num momento de fraqueza (o qual ele não pode saber quando será), sejamos pegos de surpresa e pronto: desandamos por atalhos, às vezes, até sem perceber nos primeiros passos. O mais incrível disso é que o diabo utiliza-se do próprio homem para fazer isso.
Eis que o mundo investe contra o homem mas, quem escolhe onde coloca os pés é o próprio homem.
“Os meus passos apegaram-se às tuas veredas, não resvalaram os meus pés.” (Salmos 17:5)
As pessoas não precisam de igreja
por Mara Protta em Sem categoria as 11 de setembro de 2009
Eu estava num grupo de amigos um dia destes e uma das pessoas, recém chegada, cumprimentou um rapaz que já estava conosco. Ela perguntou ao rapaz se a situação tinha melhorado e se estava tudo bem. A moça insistia que o rapaz só conseguiria resolver seus problemas de uma maneira: indo à igreja. Então foi que eu notei a força que ela fazia para convence-lo a ir à sua igreja e para que ele conhecesse a Jesus através desse processo. Conversamos um pouco ainda e eu soube que o rapaz vivia com uma moça e que o relacionamento estava muito difícil. Então, minha amiga explicou ao rapaz que ele só encontraria a mulher certa se procurasse no “lugar certo”.
Toda essa conversa ficou no meu coração por um dia inteiro e eu percebi como temos agido de forma muito pouco adequada com as pessoas do mundo, esperando que elas ouçam nossos conselhos e os sigam acreditando neles como um paciente acredita em seu medico de confiança.
Você já jogou Batalha Naval? É um jogo de estratégia no qual dois participantes têm um tabuleiro individual onde colocam seus navios de guerra. Os dois vão atirar falando números de coordenadas para tentar acertar as posições do inimigo. Nesse processo a maioria dos tiros (números das coordenadas) vai parar na água e alguns acertam, quase sempre por sorte, nos navios do outro.
Pensando bem, muito evangelismo que tenho visto por ai, tem sido realizado dessa maneira. Fala-se para a pessoa sobre a igreja e, se por acaso ela esta procurando amigos ou mesmo uma igreja, pronto: acertamos o tiro. Mas, na maior parte das vezes, a pessoa não esta procurando amigos nem muito menos uma igreja. Ela nem liga para o nosso discurso e nosso testemunho é ouvido, quando muito, por educação.
Por que???
Antes de respondermos a essa pergunta, temos que ter outras respostas:
1)Para quem é a igreja?
Bem, quando Jesus disse a Pedro:” - Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja“, ele estava falando a alguém que o conhecia de andar com ele. Ele estava comunicando a Pedro que, a partir do novo nascimento, os servos do Senhor precisavam de um novo ponto de referencia, uma identidade nova: a igreja de Jesus. Mas, para ser renascido é preciso ser pecador, arrepender-se e aceitar o sacrifício de Jesus como resgate de sua vida. Para ser pecador é preciso se reconhecer como tal.
“Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos”. (Mateus 9:12)
Analise comigo: para quem é o inferno? Para pecadores? Não! Para pessoas “boas” que acham que o que fazem não está errado porque o errado é relativo e se elas não roubam nem matam e cumprem seus compromissos além de ajudar os pobres, então não são pecadoras. Não é assim que o mundo pensa?
O céu é para os pecadores, assim como a igreja. Como então nosso discurso evangelístico quase sempre parte do convite para ir à igreja? Como esperamos que uma pessoa queira ir a uma igreja se ela “não é pecadora” e, portanto, não sente qualquer necessidade para isso? Aliás, igreja, para estas pessoas, é lugar de gente mal amada e pior resolvida.
Não podemos esperar que uma pessoa deseje, ou sequer aceite, ir a uma reunião da igreja se toda a informação que ela tem a respeito é de pastores que enganam o povo inocente e de lideres corruptos que falam e não fazem e que são lobos em pele de cordeiro.
Este é o quadro real pelo qual muitas pessoas do mundo identificam a igreja. É um quadro triste: retrato do fracasso e do atraso de vida.
2) De que igreja estamos falando?
Quando convidamos um amigo, para ir conosco à igreja, a que igreja nos referimos? À “nossa”? Mas então não os estamos convidando para ir a uma reunião da igreja de Jesus? Mas que diferença tem uma “igreja” de “outra”?
Quando nosso convidado manifesta seus conceitos sobre igrejas, temos o impulso de defender nossa congregação com argumentos que nada significam para ele, já repararam? Falamos de doutrinas e da sinceridade do povo que se reúne lá, dos sermões poderosos do nosso pastor, que nada tem a ver com os pastores enganadores e por aí afora. Às vezes conseguimos “convencer” nosso candidato à salvação, a nos acompanhar a um culto. Principalmente se revelamos as maravilhas que o Senhor tem feito na vida das pessoas, tais como curas, restaurações de relacionamentos, etc.. Isto muitas vezes atrai as pessoas pelo beneficio, quando nossa intenção era a de revelar o poder do nosso Deus e o amor que Ele tem por seus filhos.
3) O que tem na igreja que não tem fora dela?
Afinal, o que desejamos mostrar ao nosso amigo? O que ele poderá desejar ver na igreja que não tenha visto em nós? Que resultados ele pode esperar para si que não os vê em nossas vidas?
Aí está o ponto chave ao qual Jesus se referiu durante todo o seu ministério entre os apóstolos, resumido nas palavras de conselho e conforto:
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.”(Mateus 11:29)
Quando absorvemos intimamente este ensino, tão certo como é toda a Palavra de Deus, nosso comportamento muda sem que nós façamos força para isso. Na verdade, nós mudamos em essência, pois no Senhor temos domínio próprio e alegria.

Ora, e não é isto que as pessoas buscam dentro e fora da igreja: domínio próprio e alegria verdadeira? No entanto o mundo oferece um leque atraente de fontes de alegria: relacionamentos, dinheiro, poder, etc.. E as pessoas estão cada vez mais insatisfeitas e frustradas com os resultados a que chegam. Somente poderão crer novamente na alegria e paz se encontrarem alguém que tenha isso tudo evidenciado em sua vida. Precisam encontrar uma referência: alguém verdadeiramente realizado e que tem vitórias em suas aflições. Não alguém que pregue um mundo fantástico onde você não terá mais problemas ou, se os tiver, serão resolvidos sem o menor trabalho ou tristeza, mas pessoas que sejam reais, com problemas reais e vitórias reais, cuja força venha de um Deus Todo Poderoso. Somente assim é que o Espírito de Deus pode testificar no coração de uma pessoa sem esperanças: através da verdadeira vida de intimidade com o Senhor manifestada no comportamento diário que compreende hábitos moderados, conserto das falhas do cotidiano no que se refere ao próximo, mesmo quando injustiçado, compromisso com a verdade e com suas responsabilidades, além do reconhecimento das autoridades constituídas, sejam elas legais, espirituais ou sociais (família).
4)Conclusão: Temos então um diagnóstico que requer uma terapia adequada e esta já foi providenciada por nosso Senhor Jesus:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”(Mateus 26:41)
“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”(Romanos 8:6)
As pessoas não precisam de igreja, elas precisam ser igreja. As pessoas precisam ser igreja como nós somos igreja. E a igreja é constituída por pessoas que crêem em Deus e na Salvação pelo poder do sangue de Jesus e que buscam a intimidade do Senhor para viver conforme a Sua vontade.
Ora, esta é certamente a chave do avivamento da igreja e da vitória do Evangelho sobre toda a desesperança e ansiedade: a oração!
“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.
Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” (Mateus 6:6-8)
Florianópolis, maio de 2003.
Submissão, uma decisão inteligente!
por Mara Protta em Sem categoria as 8 de setembro de 2009
Submissão, ao contrário do que o mundo propaga através de vozes manipuladas por adeptos da indisciplina, não é uma atitude passiva, é uma decisão inteligente. Submissão não é subserviência ou servilidade na qual aquele que serve não tem escolha, seja pela opressão que sofre, seja pela sua falta de entendimento e consequente falta de capacidade. Não é esse tipo de submissão que o Senhor quer de nós. Ele não quer robôs em Seu reino. Ele não quer autômatos manipulados. Ele quer servos conscientes.
O mundo nos oferece inúmeros caminhos: todos muito lindos, fáceis e que não requerem prática nem habilidade… Porém, o Senhor nos oferece um só caminho: estreito, reto e, muitas vezes, árduo. Mas, porque escolhemos o caminho do Senhor? Porque temos entendimento de que “o Jugo do Senhor é suave e leve é o Seu fardo.” Sabemos também que o Jugo do mundo é absolutamente insuportável. Então, nossa condição de servos do Senhor não é uma atitude deliberada da nossa parte? Não escolhemos esta submissão por saber que o Senhor estará ao nosso lado todo o tempo e nos conduzirá a mansas águas?
Quando o Senhor diz à mulher para ser submissa ao marido, é também dessa submissão que Ele fala. Não é uma servilidade obtusa na qual a mulher se sujeita aos caprichos do marido porque não pode se sustentar sem eIe, física e moralmente…
Se esse tipo de submissão não agrada ao Senhor, deverá agradar a seus servos? Se escolhemos ser servos do Senhor porque Ele é justo, é reto, é bom, não deverão ser estes os motivos que levam as mulheres a serem submissas a seus maridos e os filhos a serem submissos a seus pais?

Apaixonada pelas maravilhas do Deus Vivo, meu prazer é ouví-Lo, perceber seu amor e transmitir o tanto disso quanto eu puder, através da imagem e da escrita. Isso pra quem estiver longe, porque pra quem está perto eu falo... e falo muito! : )