Arquivo para setembro de 2009
A Obra do Senhor
por Mara Protta em Sem categoria as 2 de setembro de 2009
A obra do Senhor é semelhante ao edifício que um engenheiro começou a construir com as mãos de obreiros que nada conheciam do ofício. No início, o construtor, tendo colocado a pedra fundamental, disse aos obreiros:
- Eis os tijolos, a cal, o cimento e a areia. Comecem o alicerce pela pedra que está posta eu estarei sempre próximo para dar instruções, conferir medidas e verificar o prumo.
Então, com alegria, todos arregaçaram as mangas e começaram a preparar o material, cavar e firmar o alicerce e erguer as paredes do prédio que, por proposta do responsável, seria grande, forte, belo, agradável e muito útil à comunidade. E entre risos e cânticos, começaram a aparecer as paredes, definir-se portas e janelas, enfim, a obra começou a tomar forma. Assim, as paredes começaram a ficar altas. O trabalho tornou-se mais pesado e cada um necessitava de mais ajuda. Os que erguiam os tijolos precisavam dos que preparavam a massa; os que preparavam a massa precisavam dos que iam buscar a água e todos precisavam das instruções do sábio e fiel construtor.
- Não se apressem, disse o engenheiro. Façam a obra no meu tempo para que não haja cansaço nem frustrações e vocês fiquem impedidos de ouvir e entender minhas instruções. Cada um trate de conferir o seu trabalho pelas minhas orientações e, se assim for, a obra estará pronta e firme no tempo certo. Mas, as paredes tornaram-se muito altas e os obreiros que trabalhavam de um lado do edifício não podiam mais ver nem ouvir os que estavam do outro lado. Aumentava a necessidade de ouvir atentamente as instruções do construtor, pois já se trabalhava sem se ter uma visão geral da obra. Era preciso cuidar para não errar nas medidas, nos detalhes, nas especificações. Uns continuaram tranqüilos, passo-a-passo, tijolo-por-tijolo. Encontravam tempo para o descanso, para a música e estavam sempre abertos às novas ordens, aguardando, com paciência, as palavras do engenheiro, as quais cumpriam com fidelidade. Outros acharam que podiam trabalhar mais e descansar menos. Afinal, com instruções tão precisas dava para ir mais rápido. Estes se cansavam, não só pelo trabalho além de suas forças, como também pela impaciência, fruto da ansiedade. Alguns se afeiçoaram tanto à obra que passaram a admirá-la com certa possessividade. Então, acreditando que podiam melhorar o projeto, passaram a criar detalhes e mudar medidas, sem consultar o construtor. Havia ainda os que curtiam tanto o fato de estarem num bom trabalho e na companhia de tantas pessoas interessantes que passaram a gastar mais tempo cantando, descansando e conversando do que trabalhando. Então, quando viam o trabalho do próximo mais adiantado que o seu, entristeciam-se e eram visitados pelo desânimo. E, no vai-e-vem de toda essa gente, apareceram oportunistas que buscavam ganhar a confiança dos obreiros fazendo-se de prestadores de serviços e conhecedores do ofício. Questionavam as ordens confundindo os obreiros que não buscavam confirmação do construtor. Começaram a promover intrigas entre os trabalhadores e a levar-e-trazer informações distorcidas, de um lado para outro da obra, pois o único propósito deles estava em sabotar a construção. Com tudo isso, algumas paredes começaram a ficar tortas e vigas a ficar sem sustentação, causando acidentes e ferindo até àqueles que fielmente cumpriam as ordens oficiais. Aconteceram, então, paralisações parciais da obra. O desgaste físico e emocional dos que precisaram trabalhar em dobro provocava insatisfação por terem que desmanchar, reaprender e reconstruir. Mas, felizmente, aqueles que, desde o início, foram passo-a-passo, tijolo-por-tijolo, firmes na certeza de que as ordens recebidas os levariam a ver a obra desejada, passaram a dividir forças, estimular o ânimo e calar a boca dos intrusos. Estes fiéis também se cansavam e às vezes erravam por cansaço ou distração, mas seus ouvidos logo reconheciam a voz do sábio engenheiro e recomeçavam sempre com alegria e esperança, para júbilo do Senhor Construtor.
A Palavra e a Oração
por Mara Protta em Sem categoria as 1 de setembro de 2009
Davi era um homem comum, cheio de desejos que o impulsionavam para o mal e com um coração sempre disposto a executar a justiça: a sua justiça. Sua vida foi caracterizada por escolhas corajosas: certas e erradas. Ele amava e confiava em Deus, mas muitas vezes era impossível fazer-Lhe a vontade. Quantas vezes seu coração o traiu? E ele demorou muito, sofreu profundas decepções, sentiu muita culpa, até perceber o segredo para alcançar o comportamento desejado, motivo pelo qual foi chamado de “homem segundo o coração de Deus”: A ORAÇÃO.
Escondi tua Palavra no meu coração para não pecar contra Ti. (Sl 119:11)