A Graça e a Graça


Como é bom olhar para certas coisas em nossa vida e encontrar nelas graças. Coisas que nos trazem uma alegria mansa e produzem em nós uma profunda paz. Pode ser o olhar de um filho, cujo brilho nos revela o inexplicável do amor. Ou a paisagem da janela da nossa casa, quadro que nos lembra a história incrível de como chegamos até ali. Fotos de viagens, de pessoas queridas, de momentos inesquecíveis, ou ainda uma música em especial que carrega em si imagens, cheiros e sons que só nós podemos perceber. Nisso tudo temos duas graças tão inseparáveis quanto inconfundíveis: a beleza e o favor.

Por outro lado, há faces da vida que revelam o extremo oposto. Fatos que guardam, como selo de fábrica, a feiura e o alto preço. Ao lembrarmos ou vislumbrarmos estas coisas o nosso coração se constrange em amargura, nossos olhos se fecham tentando negar sua existência, balançamos negativamente nossa cabeça e mudamos de rumo mental ou, até mesmo, fisicamente, pois nelas não há qualquer tipo de graça.

Em tudo o que podemos conhecer do nosso Criador, desde os preparativos mais absolutamente paternais quanto ao berço da humanidade: a natureza, até à elaboração da intangível vida humana, a graça e a graça estampam a indelével nota da perfeição. Assim viemos a existir como geração deliberadamente única e como objeto exclusivo do meticuloso desenho e do impagável deleite que são a expressão absoluta do amor.

Mas, não fosse a liberdade o principal representante da gratuidade, a vida não teria a sutil graça que nos enche a alma. E é através dessa liberdade que, nós mesmos, abrimos portas para que nos escapem a graça e a graça, deixando entrar a nós a feiura e a servidão.

Ah, mas o perfeito Pai não nos daria de graça a liberdade de ir, sem nos conceder, igualmente de graça, o direito de voltar. Ele nos deu o entendimento e a sensibilidade que são o mapa e a bússola para atravessarmos nossa existência evitando, desviando ou ainda nos desfazendo de tudo o que não tem graça. E muitas vezes, por desprezarmos a companhia e os conselhos Daquele que nos ama incondicionalmente e escolhermos caminhos cuja aparência é graça mas o conteúdo é morte, acabamos por nos estabelecer entre paredes sujas, janelas fechadas e circunstâncias dolorosas.

Então, é preciso uma única atitude, é preciso lançar mão do mais escrupuloso sentimento humano e o mais humano dos sentimentos: o arrependimento. Este é o salvo-conduto concedido a cada criatura humana, desde o princípio, juntamente com a liberdade de ir, para que retorne à graça e à graça que só podem ser desfrutadas na presença do Todo Poderoso.

Há um tempo para essa liberdade ser desfrutada e toda a humanidade aprender que não há melhor lugar que debaixo da Maravilhosa Graça. Esse tempo é hoje! Não importa quanto tenhamos caminhado para longe ou há quanto tempo estejamos fora: a volta é um expresso celestial, o mais rápido, o mais seguro, o mais desejável. É imediato e, como tudo o que vem Dele: de graça e com graça!

Romanos, 5:21
“para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”

Salmos 23
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

  1. #1 by Vera on 21 de maio de 2011 - 8:58

    É mana, como sempre o Senhor te usando para revelar a sua VERDADE!!!
    Bjos TE AMO

  2. #2 by Rogério Percel Aires on 16 de junho de 2011 - 8:46

    Graça e paz Mara
    Sempre é agradável e edificante saber e ver que existem pessoas que são agraciadas com a sabedoria de Deus e usam o que receberam para abençoar as vidas ao seu redor. Louvo a Deus por pessoas como você, que conseguem ver a Graça nas minimas coisas enquanto a grande maioria já se acostumou com a des-graça de nossos dias. Só entristeço-me em saber que esta maioria, infelizmente, se diz cristã. Na paz daquele que derrama sua Graça e de graça aos nossos corações dia após dia sem fazer conta de nossos olhos fechados. Rogério Percel Aires

(não será publicado)