A Obra do Senhor

A obra do Senhor é semelhante ao edifício que um engenheiro começou a construir com as mãos de obreiros que nada conheciam do ofício. No início, o construtor, tendo colocado a pedra fundamental, disse aos obreiros:
- Eis os tijolos, a cal, o cimento e a areia. Comecem o alicerce pela pedra que está posta eu estarei sempre próximo para dar instruções, conferir medidas e verificar o prumo.
Então, com alegria, todos arregaçaram as mangas e começaram a preparar o material, cavar e firmar o alicerce e erguer as paredes do prédio que, por proposta do responsável, seria grande, forte, belo, agradável e muito útil à comunidade. E entre risos e cânticos, começaram a aparecer as paredes, definir-se portas e janelas, enfim, a obra começou a tomar forma. Assim, as paredes começaram a ficar altas. O trabalho tornou-se mais pesado e cada um necessitava de mais ajuda. Os que erguiam os tijolos precisavam dos que preparavam a massa; os que preparavam a massa precisavam dos que iam buscar a água e todos precisavam das instruções do sábio e fiel construtor.
- Não se apressem, disse o engenheiro. Façam a obra no meu tempo para que não haja cansaço nem frustrações e vocês fiquem impedidos de ouvir e entender minhas instruções. Cada um trate de conferir o seu trabalho pelas minhas orientações e, se assim for, a obra estará pronta e firme no tempo certo. Mas, as paredes tornaram-se muito altas e os obreiros que trabalhavam de um lado do edifício não podiam mais ver nem ouvir os que estavam do outro lado. Aumentava a necessidade de ouvir atentamente as instruções do construtor, pois já se trabalhava sem se ter uma visão geral da obra. Era preciso cuidar para não errar nas medidas, nos detalhes, nas especificações. Uns continuaram tranqüilos, passo-a-passo, tijolo-por-tijolo. Encontravam tempo para o descanso, para a música e estavam sempre abertos às novas ordens, aguardando, com paciência, as palavras do engenheiro, as quais cumpriam com fidelidade. Outros acharam que podiam trabalhar mais e descansar menos. Afinal, com instruções tão precisas dava para ir mais rápido. Estes se cansavam, não só pelo trabalho além de suas forças, como também pela impaciência, fruto da ansiedade. Alguns se afeiçoaram tanto à obra que passaram a admirá-la com certa possessividade. Então, acreditando que podiam melhorar o projeto, passaram a criar detalhes e mudar medidas, sem consultar o construtor. Havia ainda os que curtiam tanto o fato de estarem num bom trabalho e na companhia de tantas pessoas interessantes que passaram a gastar mais tempo cantando, descansando e conversando do que trabalhando. Então, quando viam o trabalho do próximo mais adiantado que o seu, entristeciam-se e eram visitados pelo desânimo. E, no vai-e-vem de toda essa gente, apareceram oportunistas que buscavam ganhar a confiança dos obreiros fazendo-se de prestadores de serviços e conhecedores do ofício. Questionavam as ordens confundindo os obreiros que não buscavam confirmação do construtor. Começaram a promover intrigas entre os trabalhadores e a levar-e-trazer informações distorcidas, de um lado para outro da obra, pois o único propósito deles estava em sabotar a construção. Com tudo isso, algumas paredes começaram a ficar tortas e vigas a ficar sem sustentação, causando acidentes e ferindo até àqueles que fielmente cumpriam as ordens oficiais. Aconteceram, então, paralisações parciais da obra. O desgaste físico e emocional dos que precisaram trabalhar em dobro provocava insatisfação por terem que desmanchar, reaprender e reconstruir. Mas, felizmente, aqueles que, desde o início, foram passo-a-passo, tijolo-por-tijolo, firmes na certeza de que as ordens recebidas os levariam a ver a obra desejada, passaram a dividir forças, estimular o ânimo e calar a boca dos intrusos. Estes fiéis também se cansavam e às vezes erravam por cansaço ou distração, mas seus ouvidos logo reconheciam a voz do sábio engenheiro e recomeçavam sempre com alegria e esperança, para júbilo do Senhor Construtor.

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A Palavra e a Oração

Davi era um homem comum, cheio de desejos que o impulsionavam para o mal e com um coração sempre disposto a executar a justiça: a sua justiça. Sua vida foi caracterizada por escolhas corajosas: certas e erradas. Ele amava e confiava em Deus, mas muitas vezes era impossível fazer-Lhe a vontade. Quantas vezes seu coração o traiu? E ele demorou muito, sofreu profundas decepções, sentiu muita culpa, até perceber o segredo para alcançar o comportamento desejado, motivo pelo qual foi chamado de “homem segundo o coração de Deus”:  A ORAÇÃO.

Escondi tua Palavra no meu coração para não pecar contra Ti. (Sl 119:11)

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A Jóia

Cada um de nós, tendo nossas convicções pessoais, apesar de tudo o que o mundo se manifeste contrário, é, para Deus, semelhante a uma jovem que, recebendo de sua mãe um anel muito bonito, ouviu:
- Filha, guarda bem esta jóia, pois foi passada a mim por minha mãe e a ela por minha avó. E assim tem sido há muitas gerações. Cada uma cuidou guardá-la e conservá-la, pois sabe-se que é de ouro maciço e a pedra é extremamente rara e valiosa. Há de garantir segurança e bem estar àquela que, por desventura, encontre-se em necessidades.
A jovem, com o coração comovido e tomada pela grande responsabilidade de honrar a história de sua família, guardou o patrimônio e exibia sua jóia sempre que a ocasião requeria.
Certo dia, numa grande recepção onde diversas pessoas exibiam jóias das mais exóticas e belas, uma senhora perguntou àquela jovem sobre seu anel. A moça contou-lhe, com notada convicção, tudo quanto sua mãe a informara e sentiu-se alegre e digna de sua posição.
Porém, a senhora lhe disse suavemente:
- Minha querida, você já levou este anel para um perito avaliar? Você tem certeza que é ouro puro e que esta pedra é conforme sua mãe acredita ser?
Imediatamente a moça reagiu defendendo o que acreditava ser seu tesouro.
- Ah! Minha senhora, esta jóia tem passado de mãe para filha há séculos e acredito no que minha mãe diz!
- Sim, minha filha, disse a bondosa senhora, sua mãe certamente a ama e não mentiria para você. Contudo, eu lhe pergunto: a peça já foi avaliada? Bem, se não foi, há um ourives, O Mestre dos Ourives, que terá grande prazer em recebê-la e lhe fornecer todos os dados sobre a procedência e composição de seu lindo anel.
Ao final da recepção a moça foi para casa com o coração pesado. Pensava: – Numa coisa aquela senhora tem razão; se o tal Mestre dos Ourives avaliar nossa herança, muito mais valor ela terá e será a nossa alegria. Porém, se eu não tiver a coragem de me expor a esta avaliação, posso estar usando uma jóia falsa, sem valor algum. Tampouco posso me desfazer dela pois corro o risco de jogar fora uma preciosidade. Sem a luz da sabedoria o que tenho? Pode ser que eu tenha realmente um tesouro mas, pode ser que eu não tenha nada…

Florianópolis, 30 de maio de 1997

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Até vendo filme o Senhor nos fala!

O BANQUETE DESPERDIÇADO

“Não estejais ansiosos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excedo todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Fílípenses 4:6-7)

Meditando nesta palavra e descobrindo as delícias que nos são servidas nela, lembrei-me de uma cena, muito comum em filmes onde, numa casa de família abastada, um dos personagens dirige-se à mesa do café da manhã, à qual já estão sentados outros membros da família. O serviço é 5 estrelas e os pratos inimagináveis. O recém chegado, que às vezes é o chefe da família, preocupado com os negócios, vem apressado, serve-se de um copo de suco ou um pouco de café preto.
Para nós seria difícil saber por onde começar, pois a fartura é tanta e a visão tão atraente que mal prestamos atenção ao diálogo.
Outras vezes o apressado é a mãe, cheia de ansiedade por seus compromissos que a permitem fugir da rotina doméstica; ou a filha, idealista e ativista dos planos de outros, a quem julga mais inteligentes e corajosos que ela própria, ou ainda, o filho, cheio de sua “deliciosa” rebeldia, sedento por uma bola de basquete, certo de que problemas só existem na cabeça de seus pais, que, aliás, os inventam. Então, o recém chegado à mesa, às vezes até serve-se de alguma iguaria muito atraente aos olhos e prova um bocado, quando se lembra do compromisso urgente e, olhando para o relógio, toma um último gole levantando-se e sai às pressas. Outros motivos também são recursos para alguém deixar a tal mesa: um repentino fastio sem explicação; uma palavra de cobrança ou de sarcasmo; a impossibilidade de se conter a ansiedade pelo que está por vir; a culpa por erros guardados em segredo e que impedem nosso personagem de encarar a família neste momento tão íntimo que é a refeição e o deixa sem o necessário alimento.
Vemos, frustrados, o banquete, que não poderia ser consumido por aquelas só pessoas nem em todas as refeições do dia, desperdiçado, porque, não raro, os demais membros da família também saem deixando seus pratos servidos. Eles não consideram que passaram a noite inteira em repouso e precisam do alimento para suportar o desgaste físico e emocional do corre-corre diário. Durante o dia, comem um lanchinho ou outro café e, se não terminam o expediente com um copo de uísque, atiram-se num imenso sorvete ou hamburguer, deliciosos e caros, contudo, totalmente insuficientes para atender às necessidades orgânicas de qualquer pessoa.
Muitos de nós relaciona-se com a Palavra de Deus exatamente assim: com o coração e a mente cheios de ansiedade, não conseguem parar para “degustá-la” e ‘ingeri-la “, não lhe dando a devida importância pois, estará sempre ali, à disposição, “eternamente”. Nem nos passa pela cabeça que um dia poderá vir a faltar !?!
Assim, cria-se uma geração de “desnutridos”, não por falta de alimento mas, por total falta de entendimento. Ah! Então adoecem! Tonturas, dor aqui e ali, desânimo, mal humor, insônia, etc.. Tudo é procurado: conselhos de farmacêuticos e amigos sabe-tudo, lazer do mais requintado, mudanças de ares em viagens maravilhosas, estimulantes, calmantes, amantes…
Somente quando acontece de aparecer um sintoma mais sério (uma infecção, um “caroço”, um desmaio) e o pânico se instala, é que lembram do médico! Bem, vamos a ele! E daí? Conta-se os últimos sintomas mas não se consegue relatar nem o histórico da última semana: não sabem o que comeram, beberam. assistiram, ouviram, sentiram ou sequer pensaram. O lixo está todo lá e o médico é obrigado a adivinhar.
Bem, quando estabelecemos aqui um paralelo com nosso relacionamento com a Palavra de Deus, nosso médico é o próprio Deus e ele não precisa adivinhar – ELE TUDO SABE! Então, ouve nossa queixa e ministra o remédio.!!! DESASTRE: não somos capazes, a estas alturas, de compreender o tratamento ministrado, pois não conseguimos fazer a “ponte” entre o nosso mal e suas causas. É preciso para, olhar prá trás, reconsiderar atitudes, sentimentos, motivações, informações adquiridas no lugar do Valioso Alimento.
Ter coragem de admitir que não cuidamos da nossa “saúde’; abandonando os “banquetes” servidos e substituindo-os por “guloseimas” e “bebidas” atraentes e insubstanciais é o primeiro passo. É preciso começar do início, voltar ao alimento verdadeiro, gastar tempo na mastigação e ingestão, fazer exercícios adequados, oxigenando nosso cérebro e aliviando as tensões provocadas pelos maus hábitos.
“Não estejais ansiosos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excedo todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7)
Ao procurar o médico é preciso alguns procedimentos prévios: “Não estejais ansiosos por coisa alguma”: É preciso sossegar, respirar fundo, considerar que é nele que encontra-se a solução para o nosso mal; é preciso confiar – ainda que com algum esforço: CALAR AO ENTRAR NO CONSULTÓRIO/ÁTRIO…
“antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração”: Quando começarmos a falar, é preciso relatar as circunstâncias com clareza (para que nós mesmos possamos nos situar), o que requer uma prévia e criteriosa reflexão, encarando com sinceridade nossas atitudes e sentimentos.
“e súplicas”: É preciso descrever detalhadamente as dores, carências, desejos, dificuldades, desajustes, obstáculos, ansiedades, angústias, etc., pedindo uma cura para cada problema.
“com ação de graças.”: É preciso ter claro em nosso coração e em nossa mente tais súplicas, pois, a estas alturas, nós já saberemos com quem estamos tratando e a esperança da cura começará a crescer, e com ela a gratidão. Tal como em requerimentos escritos onde, no final escrevemos: “certos de contar com vossa prestimosidade para conosco, antecipadamente agradecemos…”, esta deve ser a disposição do nosso coração, derramado diante do nosso Deus/médico. Agradecer antes da cura e depois também. Esta é a paga da consulta que ele espera receber.
Então vem o que não se espera: o brinde, o “souvenir’ o prêmio imerecido e impagável: “e A PAZ DE DEUS que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Ele não vai esquecer de nós quando nos levantarmos para sair do consultório/átrio e vier outro paciente. Ele vai conosco prá casa, pro trabalho, pro lazer. Vai cuidar de nossos compromissos e nos alertar a cada possibilidade de erro e nos chamar com carinho de “filho amado”; vai preparar o nosso alimento diariamente e segurar a nossa cabeça quando nos sentirmos fracos; vai ouvir nossas queixas quando a opressão vier e nos livrar de todo o mal, pois estaremos fortalecidos pelo “alimento” e exercitados pelo tratamento.
Contudo, nós não precisamos esperar o mal para buscá-lo. Façamos isso HOJE, quando estamos sadios. Vamos praticar medicina preventiva, alimentação adequada, lazer saudáuel e higiene mental.

Florianópolis, 29 de Julho de 1998.

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Reconciliação

Erro não se conserta com beijos. Conserta-se com olho-no-olho; arrependimento legítimo e mudança de atitude. Os beijos vêm depois, naturalmente. E como são doces os beijos da reconciliação, do perdão e da restauração!

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Negação

O tolo vê as grandes obras do homem e, admirado, exclama: – Oh! É o fruto da inteligência. Mas, diante da natureza, obra de Deus, à qual ninguém consegue sequer imitar, afirma seguramente:  – Aconteceu por acaso!

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Temor

temorO temor do Senhor é como o sentimento que o menino, em seu coraçãozinho, tem pelo pai e que o enche de alegria e “algo mais”, indescritível e maravilhoso.
É um “não sei quê” que o leva a sair pelas ruas, apertando a mão dele, olhando pra todo mundo, de peito empombado, querendo dizer: – Esse é o meu pai! Vejam como ele gosta de mim! Ele é o melhor pai do mundo!
E o menino sente-se orgulhoso e seguro nas mãos de seu “enorme” pai. Esse, a quem ele sempre procura quando tem medo e quando quer contar algo maravilhoso que lhe aconteceu. Esse que sabe tudo e nunca o deixa sem resposta. O pai a quem ele pede e, se não recebe, chora em seu próprio colo. Às vezes faz manha e vê o pai endurecer, ralhar e até castigar. Mas, não ousaria enfrenta-lo pois sabe contra quem estaria lutando. Não tem medo dos que, por vezes, tentam lhe fazer mal, porque sabe que seu pai vigia sempre de perto e o livra de todo perigo. Segue suas instruções com a certeza de estar fazendo a coisa certa. Não faria nada que magoasse o coração dele. Se o faz, sem querer, fica desesperado, até que possa consertar com ele e voltar ao seu abraço apertado. Apesar de saber da força e do poder de decisão de seu pai, o menino não pode sequer se imaginar fazendo algo que o afastasse dele para sempre. Isso quebraria seu coraçãozinho, irremediavelmente. E, ainda que seja o mais forte, o mais temido, o mais poderoso, dorme em seus braços, totalmente indefeso, confiante e seguro de que aquela pessoa incomparável, vela por ele.

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Amargura é …

A amargura é a condição de deteriorização dos sentimentos trancados num coração sem a Luz de Deus nem o Vento do Espírito.

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Bons tempos!

O que faz divisão entre nós e a felicidade passada, é a mágoa. Se não há perdão, o passado está morto. Se perdoarmos, temos o passado presente e vivo no coração para sempre. É maravilhoso…

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