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Pecado???
por Mara Protta em Sem categoria as 29 de novembro de 2011
O pecado é assim:
Teu pai oraganiza uma enorme festa, linda, com muitos comes e bebes, manda fazer a maior faxina na casa e decorar o ambiente, convida pessoas importantes e queridas para te honrar e te diz: Filho, agora vai, toma um bom banho, coloca a tua melhor roupa, te perfuma, te penteia e calça um sapato novo e limpo que comprei pra ti. Depois vem e eu vou te honrar na festa que te preparei!
Mas você diz: Pai, não quero tomar banho nem trocar a roupa. Assim está muito bem. Pra que mudar?
E ele insiste: Filho, talvez você não entenda mesmo, mas é necessário que seja assim, que você me honre e aos meus convidados, estando limpo, bem vestido e perfumado. Não há outro modo de você vir à sua festa.
E você não cede: Ah, pai! Se tiver que tomar banho e mudar a roupa eu não vou!
E você vai para o teu quarto e prefere ficar lá, sujo e sozinho, enquanto a tua festa está acontecendo sem você!
Tudo te é lícito
por Mara Protta em Sem categoria as 20 de outubro de 2009
“Tudo te é lícito, … mas nem tudo te convém.” (I Coríntios 6:12)
Vejo, no convívio da igreja, uma dificuldade tão “clássica” quanto polêmica que é a questão do pode-não-pode para o servo de Deus.
Quantas discussões, das mais discretas e sufocadas às mais avivadas e facciosas, nós já presenciamos entre os membros da igreja de Jesus? Muitos, talvez a maior parte, não conseguem chegar a uma conclusão, a ponto de assumir, com alguma segurança, que Deus permite isso ou aquilo e, até para não cogitar que Deus deva ter se “esquecido” de escrever isso nas Escrituras ou, simplesmente deva ter deixado isso para nos “provar”, ignoram a crítica e estabelecem, para certas coisas, uma escala de valores própria, ou seja, praticar, às vezes até escondido, para não ser tropeço, ou abster-se, para não arriscar ofender a Deus.
No entanto, em nenhuma dessas duas escolhas há liberdade. Mas a Palavra de Deus nos garante que: “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” Então, como o próprio povo de Deus pode sofrer esse tipo de privação?
Uma das características mais marcantes da minha personalidade é a sensatez, isto é, o raciocínio fundamentado em critérios, no discernimento e na prudência. Logicamente isto nem sempre é um processo rápido, mas certamente é constante. Se eu tenho que decidir entre comprar um sapato ou outro, e, é claro, a vaidade logo pula na frente de todos os sentimentos, ela logo é “convidada” pela razão a se aquietar, pois esta tem uma ordem para as coisas: 1º conforto, 2º custo e terceiro, aparência. Isto não quer dizer que só compro sapatos confortáveis e baratos mesmo que sejam horríveis. Só significa que compro sapatos que passam pelo 1º e 2º critérios para então considerar a aparência. E vocês não imaginam a dificuldade que é para mim, comprar sapatos! Contudo, pode ser o mais lindo do mundo, se não for confortável e de preço acessível, fica na loja. As vezes que ignorei este raciocínio, joguei dinheiro fora.
Outras questões não são tão simples e podem levar dias ou meses e até anos para serem decididas, justamente por causa dos critérios. Isto me garante um mínimo de atitudes para me arrepender. Creio que Deus me deu esta capacidade porque sabia o quanto um erro pode me tirar a paz, seja por tê-lo ofendido ou pelo simples pecado do orgulho.
Bem, considerando isto, o resultado é que eu me enquadrava, normalmente, no grupo de pessoas que se abstém prontamente daquilo que não conseguem definir se pode ou não pode diante de Deus.
O outro grupo é aquele que pensa: – É melhor errar do que me arrepender de não ter feito. Ou: – Erra quem faz!
Bem, qual dos dois grupos está mais próximo de agradar a Deus? É claro: nenhum dos dois! Por quê?
“Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.” (Romanos 14:22-23)
Oh! Resolvido! O que se abstém não peca porque o que tem dúvida é condenado se comer ou fizer qualquer coisa com dúvida. Não! Porque a recíproca também é verdadeira: se eu não fizer, com dúvida no coração, também estou sem fé. E: “Sem fé é impossível agradar a Deus.” (Hebreus 11:6)
Voltamos então à estaca zero! E é esta polêmica a principal responsável pelas divisões na igreja de Jesus, que, tenho certeza, nunca cogitou organizar em denominações. Se assim fosse, Ele não teria “esquecido” de instruir seus discípulos.
Então, num momento de meditação sobre a vida de Carlos Finney, um grande evangelista do século XIX, li o seguinte:
“Alguns pregadores confiam na instrução e ignoram a obra do Espírito Santo. Outros, com razão, rejeitam tal ministério infrutífero e sem graça; oram a Deus para o Espírito Santo tomar conta e alegram-se no grande progresso da obra de Deus. Mas ainda outros, como Finney, dedicam-se a buscar o poder do Espírito Santo, sem desprezar a arma de instrução, e vêem resultados incrivelmente mais vastos.” (Heróis da Fé – pg 136).
Nesse momento meu coração se encheu da alegria que eu tinha desfrutado na noite anterior quando, na recepção do casamento de um irmãozinho, em companhia de meu filho, da sua namorada e de vários amigos da idade deles, eu pude dançar muito à vontade durante toda a festa. Dancei com um dos rapazes que estava com a namorada e com meu filho. Então me lembrei que esta fora a segunda festa de crentes em que isto acontecia, nos 14 anos de caminhada com Jesus, até então. E, para mim, esta é uma das questões polêmicas que eu resolvi nos primeiros anos da minha caminhada na fé.
Por que, então, isto tomou grande volume no meu coração nesse momento, a ponto de quase me emocionar? Logo soube a resposta porque o Espírito Santo me disse: escreve!
No mesmo instante me lembrei de um culto da mocidade no qual o pastor abriu seu coração sobre estes pode-não-pode, não sem causar, obviamente, algum desconforto. Graças a Deus vimos que muitos ali foram libertos do engano, tando do PODE, quanto do NÃO PODE. Mas, também notei que ainda ficou renitente a setinha maligna da dúvida no coração de alguns.
Este foi um dos dias em que a paixão pelos jovens mais encheu meu coração e transbordou pelos olhos. Benditas lágrimas! Obrigada, Senhor!
Peguei papel e caneta e comecei a escrever o que Deus derramava no meu coração. E ele me perguntou:
- Você acha que invadir países e cidades, matando e saqueando, é pecado?
Imediatamente me lembrei de tantas lutas desse tipo que foram realizadas pelo povo de Israel, a mando e sob o comando do próprio Senhor dos Exércitos.
Sem que eu pudesse completar o meu raciocínio, Ele me perguntou:
- Sabe porque eu fiz isto em outros tempos? Para ensinar aos homens que o reino das trevas não prevaleceria na Terra e, depois de vindo o Espírito Santo, os homens compreendessem que, exatamente da mesma forma, não prevaleceria nos céus. Isto é, determinei invasões, espada e saques, agora nas regiões celestiais, através da oração, súplicas, confissões, arrependimento e perdão, para destruir as edificações do inimigo e construir a minha obra.
Então percebi claramente que o Senhor desejava que seus jovens percebessem a diferença entre guerras e guerras. A diferença entre as invasões do Israel antigo e as lutas de hoje que assistimos todos os dias na TV. A diferença é a intenção!
Mas não pense que se você está “bem intencionado” isto justificará a tua atitude. Não! Nações, inclusive Israel, fazem guerra hoje e alegam que lutam pela paz. Se não fosse trágico, seria cômico!
A diferença não é se VOCÊ tem ou não tem boa intenção. O ponto é: a intenção é tua ou do Senhor?
Ora, pois não foi exatamente para isto que Jesus nos enviou o Espírito Santo? Para que conhecêssemos todas as intenções de Deus, revelando, como no caso das guerras, as estratégias e objetivos para Seu amado povo, tanto no passado quanto a nós, hoje, com relação ao inimigo sagaz, inteligente e irremediavelmente maléfico?
Como, então, estamos a patinar numa questão que desde Paulo é tão exaustivamente discutida, sem consenso entre nós?
Então, o Senhor me deu vários fatos que nos servem de exemplos na prática de uma vida santa diante Dele e do mundo.
Ele me mostrou como o diabo estrategicamente, tentou a Jesus, quando, num monte, mostrou a Ele os reinos da terra e os ofereceu em troca de adoração. Fácil, não? Nem precisaria pregar, ou passar três anos convivendo com doze homens duros de coração e, muito menos, chegar perto da cruz! Afinal, Jesus estava diante do possuidor da autoridade na Terra, ainda que fosse autoridade usurpada. E Jesus sabia que não era errado desejar essa conquista, só que não seria dessa forma, pois não era esta a intenção de Deus.
Então passei a rever coisas mais simples, do nosso dia-a-dia. Lembrei-me de como sou avessa a certos tipos de esportes, ditos radicais, que alguns praticam pelo simples prazer que têm no medo. “Adrenalina pura!” dizem. E então vejo que alguns sequer têm a elementar intenção de cultivar a saúde do corpo e fixam-se apenas nas sensações “agradáveis” que a atividade lhes proporciona. Mas graças a Deus pelos atletas que sempre auxiliam na busca e salvamento em situações de perigo e têm o coração disposto tanto quanto o corpo. Contudo, há uma diferença inteligente entre um atleta e outro. Os primeiros estão simplesmente tentando a Deus.
E quanto à bebida? Afinal, qual foi o primeiro milagre de Jesus? Lembrem-se, a festa já corria velha pois todo o vinho já tinha acabado. E porquê? Bem, é óbvio: os participantes tinham bebido tudo! Mas você nunca se perguntou se Jesus usaria uma atitude ilícita para demonstrar o poder Daquele que o enviara? Ah! Mas então podemos beber à vontade desde que seja uma festa de casamento? Ora, Paulo discerne isso com grande sabedoria em Efésios 5:18. “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;”
Também Salomão, o mais sábio dentre os homens, aconselhava no livro de Provérbios, capítulo 23, versos 29 a 35:
“Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?
Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.
Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá.
Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades.
E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro.
E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez.”
Veja, eles não dizem: – Não bebeis vinho! Não se aproximem do vinho! A chamada é para o domínio próprio que é fruto do Espírito. É para que não nos submetamos ao poder do vinho ou de qualquer bebida alcoólica ou outro tipo de química que nos roube o domínio sobre o nosso raciocínio e nossa vontade, pois isto nos deixaria à mercê do homem mau, da mulher perversa e do próprio diabo.
Tal afirmação faço com paz no coração, pois não seria verdade se o próprio Jesus, não somente tivesse dado muito mais vinho à festa, como também o melhor vinho, não opondo censura ao beber vinho quando exatamente iniciava seu maravilhoso ministério entre os homens. E, não esqueçam, ele também bebeu do fruto da videira.
No entanto, acreditem, há quem diga que o vinho de antigamente não era fermentado! Pode? Estes certamente não conhecem tudo o que está escrito sobre o vinho na Bíblia. Por que, então, Jesus fala que não se põe vinho novo em odre velho? Porque o vinho novo quando fermentar vai arrebentar o odre com a pressão que se formará pela liberação de gazes no recipiente fechado.
E que dizer de Noé com seu conhecido vexame que custou a Cam a maldição por ter desonrado a seu pai? Ora, mas se foi Noé quem se embriagou, porque o filho é quem sofreu o dano? Pesemos, então, o coração dos dois, sem resistência, para que Deus possa nos revelar Seu julgamento. Contudo, pessoalmente, tenho certeza de que o Senhor não teve este deslize de seu amado servo Noé em outra conta que não a do pecado.
Agora, meus amados, não vão acabar esta leitura e sair por aí dizendo que Deus disse que a gente pode beber se não for prá ficar embriagado! Certamente que não! Porque, além deste ser somente um dos pontos mais polêmicos no meio da igreja, tem muito mais coisas em pauta: o trop
eço, a Lei dos homens e a simples regra da liberdade x libertinagem.
Portanto, irmãozinhos e irmãzinhas, se cada um de vocês se reconhece como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, leia e entenda o que está escrito em todas estas linhas. Coloque-se diante de Deus em TODAS as tuas decisões, das mais simples como quanto colocar de comida no teu prato ou a que filme assistir, até às mais profundas como profissão, casamento, aquisição de imóveis e, principalmente, teu lugar na obra. Fale abertamente para Ele como se Ele nada soubesse. Descreva detalhadamente teus desejos e sentimentos e como você planeja alcançá-los. E, então, fique firme na atitude errada se você for capaz de resistir ao que o Santo Espírito do Senhor vai ministrar no teu coração. Mas, não se esqueça de fazer antes uma entrega total, confessando os teus pecados nominalmente e suplicando ao nosso Bom Deus e Pastor que não te deixe com a maldição da dúvida que é pecado poderoso em destruição. Comece a exercitar isto agora mesmo na tua próxima atitude. No começo você pode se atrapalhar um pouco e, às vezes, não vai dar tempo e vai notar que nossa tendência é agir antes e “vigiar” depois. Mas, se você perseverar, vai começar a ser adestrado pelo Espírito Santo, pois Deus, que ama a obediência, vai derramar em sua vida uma porção maravilhosa dessa unção que lava a dúvida e firma os pés daquele que O tem como Senhor!
Livre arbítrio
por Mara Protta em Sem categoria as 12 de setembro de 2009
Cada um tem apenas dois caminhos a escolher: o de seu próprio coração ou o do Senhor.
O diabo não tem caminho nenhum pois, ele não está indo a lugar algum. Sua única intenção é destruir a criação pois ele tem consciência de que seus dias estão contados. Ele não precisa perder tempo em criar novos atalhos para o homem: ele aproveita o que já está no coração de cada um. Portanto, é imprescindível que o homem reconheça que, quando toma caminhos errados, diferentemente da vontade de Deus para ele, não é o diabo que o fez desviar: ele está simplesmente fazendo uso do livre arbítrio que o Senhor lhe deu. O trabalho do diabo é colocar tropeços no caminho do homem: tentações oportunas que acometem a humanidade a todo momento. O diabo não conhece o nosso coração nem nossos pensamentos. Por isso, não perde tempo: garante seu sucesso enchendo nosso caminho de tranqueiras para que, num momento de fraqueza (o qual ele não pode saber quando será), sejamos pegos de surpresa e pronto: desandamos por atalhos, às vezes, até sem perceber nos primeiros passos. O mais incrível disso é que o diabo utiliza-se do próprio homem para fazer isso.
Eis que o mundo investe contra o homem mas, quem escolhe onde coloca os pés é o próprio homem.
“Os meus passos apegaram-se às tuas veredas, não resvalaram os meus pés.” (Salmos 17:5)