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A Verdade
por Mara Protta em Sem categoria as 19 de novembro de 2010
Meus dezessete anos foram em um divisor de águas na minha vida. Lembro-me, com lucidez assombrosa, do momento em que meu coração ardia em dúvidas e, em um clarão de consciência, declarei em voz alta: Eu quero A VERDADE! Não vou descansar enquanto não encontrar A VERDADE!
É engraçado como lembranças de pensamentos sempre me retornam juntamente com a visão física do momento em que aconteceram. Nesse instante que desejei ardentemente a Verdade, eu estava em frente ao meu guardaroupas, um grande reoupeiro que tomava toda a parede do quarto e era de uma embuia escura e linda.
Jamais esqueci desse momento. No entanto, não tinha a menor idéia do que procurava. Minha vida, meus planos homanos e meus afazeres, em nada se alteraram. Mas, a partir daí, sei que meu coração começou uma grande luta. A aceitação das coisas já não era sem argumentos e quanto mais eu argumentava mais o mundo me estrangulava.
Com o passar dos anos tornei-me uma ilha, aparentemente sociável, mas sedenta, faminta e alerta para tudo o que fosse esclarecedor, que alimentasse minha alma. Tudo que eu fazia, era como se estivesse me agarrando à última tábua solta do navio naufragado.
E Deus devia me olhar com tanta ternura e balançar a cabeça pacientemente, esperando que eu paresse de lutar para poder me socorrer sem que eu o rejeitasse. Ele nunca age contra nós, mesmo que seja com a intenção de nos salvar. Este é o cerne do Livre Arbítrio!
Muitas vezes Ele providenciou para que eu tivesse acesso à Sua Palavra e ao conhecimento da Sua Vontade que é perfeita eternamente, amém! Mas o apego ao mundo, cujo teor de sedução eu ignorava, impedia-me de ver exatamente o que eu mais desejava encontrar!
Muitos de vocês devem ter tido a experiência de levar uma criança à escola, ou ao médico, contra a vontade dela e ter lutado com pézinhos e mãozinhas que insistiam em agarrar-se no seu corpo, lutando desesperadamente para não se afastarem.
Pois creio que era exatamente assim que o Senhor agiu comigo por anos seguidos. Ele soltava uma das minhas mãos e eu agarrava o mundo com a outra, com um coração desesperado por querer o novo e não ter coragem de soltar o velho. Agarrava meus planos, meus desejos, meus pecados, minhas dúvidas, minhas parcas convicções, minha obtusa consciência de mim mesma.
Então Deus tomou a decisão que todos nós, como pais, tomamos para o bem dos nossos filhos. Desprendeu-me de tudo a que eu me agarrava e colocou-me sentadinha num canto da escola da vida para que, sozinha, sem nada diante dos meus olhos, eu pudesse respirar, levantar o rosto e perceber a realidade!
Então eu O vi; perto, atencioso, cuidadoso! Comecei a notar todas as providências que Ele sempre tomara mesmo nos momentos mais difícies quando parecia que eu estava sozinha e ferida.
Foi quando “ouvi” pela primeira vez seu chamado:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30)
Vocês têm noção do quanto isso foi atrativo para mim? Era como ter andado dias no deserto, alem da seca, o sol escaldante e o frio noturno. Um oásis! Uma visão magnífica! Um jorro de esperança na minha alma foi despejado e eu mergulhei nele! Glória a Deus por esse dia!
Hoje, após vinte anos, lendo a Palavra do Senhor em oração, pude degustar saborosamente a mais contundente declaração de Jesus para alguém que buscava a Verdade:
“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais tera fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” (Mateus 6:35)

Expectativa X Esperança
por Mara Protta em Sem categoria as 25 de dezembro de 2009
É do homem… Vem de Deus!
Decepciona… Acalenta nossos anseios!
Gela o coração… Aquece a alma!
Tem forma definida… É inimaginável!
Tem data e hora… É no tempo de Deus!
É um sonho trancado no coração… É um sonho deixado no altar do senhor!
Florianópolis – SC, 07 de agosto do ano de 2005 da Graça do Senhor!
Uma Parábola
por Mara Protta em Sem categoria as 28 de setembro de 2009
O nosso relacionamento para com Deus é semelhante ao menino que, tendo ganhado de presente um lindo brinquedo, ficou muito feliz. Mas, apesar de ter gostado demais, o menino tinha muitas outras coisas a fazer e não dedicou zelo ao lindo brinquedo.
Certo dia… o brinquedo quebrou! Ah! Que dor! Ele amava aquele brinquedo! Era o seu preferido. Todas as outras coisas passaram a não ter mais importância e seu coração estava agora, mais vazio do que nunca.
Triste, o menino olhou e avaliou o estrago, percebendo, então, que não tinha nem capacidade e nem material para consertá-lo; não tinha poder para fazê-lo.
Mas, uma luz acendeu em seu pensamento e seu coração se encheu de esperança:
- Meu pai!
Bem depressa, com o brinquedo em pedaços, correu à procura do pai. Encontrou-o lendo tranquilamente seu jornal na sala.
- Pai. Disse ele meio alegre, meio envergonhado: ansioso! – Pai, meu brinquedo quebrou. É o meu preferido; e eu não posso conserta-lo. Tampouco posso viver sem ele! Mas tu… sei que podes. Faz isso prá mim?
O pai, que tendo baixado o jornal, ouvia o filho com ternura e paciência, sorriu e disse:
- Se queres que eu conserte, entrega-o a mim.
Por alguns instantes o menino sofreu: não poderia separar-se do brinquedo quebrado – não agora, pois percebera o quanto lhe era importante e teve medo. Pensou:
- E se ele não consertar? E se não ficar bom, do jeito que eu quero? E se ele resolver não me devolver? E se…
O pai, experiente, conhecendo o que se passava no coração de seu filho, disse, manso e firme:
- Se queres teu brinquedo consertado, entrega-o.
O menino entregou: doeu, ficou vazio, deu por perdido, chorou, dormiu angustiado e acordou de luto! O mundo perdeu o brilho. Nem chocolate lhe poderia agradar.
- E se ele não consertar? pensava:
Tem tanta coisa quebrada nesta casa… porque ele vai se preocupar justo com meu brinquedo? Mas, ele prometeu…
Resolveu confiar:
- Meu pai vai dar um jeito. Ele sempre diz que me ama e que posso confiar nele. É! Se isso tem um jeito – ele vai achar!
Todo dia o garoto voltava ao assunto:
- Pai, já arrumou meu brinquedo? Tá demorando! Eu nem posso estudar ou dormir direito – só penso em poder brincar novamente com ele! Ah! Quando estiver pronto… nunca mais largo dele – vou cuidar direitinho! Eu fui mesmo um relaxado!… Como estou arrependido!
O pai ficava satisfeito de ver o filho perceber as verdades na dor e crescer. Dizía lhe:
- Espera filho, estou trabalhando no brinquedo todos os dias, leva tempo! Aquieta teu coração.
E assim, passaram-se muitos dias. Dias demais para qualquer menino. Ah! Insuportável para este cheio de vida e de planos! Então… num repente…
- Não dá! Vou ver o que está acontecendo e, quem sabe, eu possa fazer algo prá acelerar esse conserto?
Correu então para o escritório do pai, abriu a porta de mansinho e… lá estava. Sobre a mesa de trabalho, bem diante da cadeira de seu pai: o brinquedo! Inteiro!
Chegando maís perto percebeu que aínda havia uma peça que não fora colada. Ao lado….. a cola! Pensou com o coração aos pulos: – Quem sabe ele não teve tempo prá ísso? Vou ajudar!
Então, com suas mãozínhas ínexperíentes e sem perceber que outras partes estavam coladas recentemente, estragou todo o trabalho do paí. Que desespero! Cheio de culpa pensou:
- Meu brinquedo!?! E agora?
- Sou mesmo um burro! pensava… Além de ficar sem o brinquedo, como vou encarar meu pai outra vez?
Escutou passos. Que terror! Correu para detrás das cortinas. Se não o encontrasse pela respiração que estava suspensa, certamente ouviria seu coração que batia como o bumbo da banda!
Pela fresta da cortina observou: o brinquedo desmontado sobre a mesa e algumas peças ainda caíram no chão por causa do desespero e da fuga.
Pensava:
- Não tem mais jeito, era melhor nunca ter ganhado este brinquedo. Eu não mereço mesmo! Nem mereço ter um pai! Ele deve ter vergonha de mim! Ele vai me odiar e não vai mais falar comigo. Bem feito prá mim!
Com o coração num ritmo mais calmo e com o ar de volta aos pulmões, admitiu para si mesmo:
- Não posso mesmo ficar aqui pro resto da vida.
De cabeça baixa, com uma dor estranha, diferente, que lhe envolvia todo o corpo e anestesiava seus sentidos, caminhou na direção da porta. Ouviu:
- Filho!
Parou. Gelou. Não tinha coragem de olhar prá trás. Precisava fugir. Mas, que estranho… não queria… e agora?
Ouviu novamente:
- Filho! (quando é que esta voz se tornou tão doce?)
- Filho! Olha prá mim.
O menino virou-se. Olhou! Nunca poderá descrever o que sentiu. Seu pai estava sério, e havía tristeza em seus olhos. Mas, seus braços … seus braços estavam abertos para ele…
Sem pensar mais nada, o menino correu. Correu para os braços do pai e chorou. Convulsivamente chorava e falava – explodia em sentimentos de culpa e arrependimento. Sossegou.
- Filho. O que fizeste foi errado: Não confiaste em mim. Subestimaste meu interesse por teu problema. Mexeste em algo que estava sob o meu domínio, minha responsabilidade. Não pediste licença. Te julgaste mais sábio do que teu pai. Concordas?
Envergonhado, querendo ficar invisível, consentiu com a cabeça murmurando um “concordo” muito embrulhado.
- Bem, disse o pai: – Se queres, ainda posso fazê-lo. Mas, terás que esperar. Esperar mesmo: esquecer. Voltarás às tuas atividades e não me perguntarás mais todo o tempo se já terminei, certo?
- Certo! Respondeu.
E para si mesmo: – Claro que está certo!
Vendo-se livre de um peso enorme, o menino saiu. Já não era o mesmo que entrara naquela sala.
O tempo passou. E ele sempre se lembrava do brinquedo mas, olhava para o pai e confiava.
Sentia saudade do brinquedo preferido. Aquele que sempre quis ter e, quando teve, não cuidou. Chorava no seu quarto. Limpava o rosto e saía de novo. Quase esqueceu; livrou-se da dor, como a dor por alguém que já morreu há muito tempo.
Certo dia….
- Filho, vem comigo.
Tomando-o pela mão, o pai o levou até seu escritório. Pegou-o no colo e sentou-se à mesa. Ali havia uma caixa. Uma caixa de presente.
- Abra. Disse-lhe o pai.
O menino abriu. Não podia acreditar! Seu brinquedo preferido! Novinho em folha!
- Pai! Exclamou o menino: – Ficou lindo!
Pensou: – Como pode? Não há nem marcas de emendas; é como novo! Perguntou:
- E outro?
- Filho! Disse com ternura, o Pai: – Tens vivido toda a tua vídinha comigo e ainda não me conheces? Não conheces o poder da minha dedicação? O meu trabalho é feito com amor e sendo assim não deixa marcas. Não fica cicatriz!
Então, aquele filho, erguendo os olhos do brinquedo tão querido, encontrou os olhos do pai. Nunca percebera aqueles olhos: mansos, doces…
Pensou:
- Ele sorri com os olhos!…
Amou-o! Então, seu coração se encheu desse sentimento e transbordou. Não ficou mais nem um Iugarzinho vazio! Engraçado… o brinquedo já não tinha a mesma importância. Olhou o presente e alegrou-se! Pensou:
- Eu nem acredito!
- Filho! Tornou a falar o pai, enquanto o menino olhava novamente para seus olhos, agora atraído… enlevado!
- Filho! Eu estou sempre tão perto. Não venhas a mim só quando precisares mas, venhas também com os teus brinquedos inteiros. Brinquemos juntos. Venhas contar dos teus amigos, da tua escola, das tuas alegrias, das tuas derrotas… venhas sempre pois eu te amo!
- Pai! Me diz; eu quero saber! – Porque há tantas coisas quebradas nesta casa se tu podes fazer um trabalho tão bom?
- Filho, vê: há muitas coisas quebradas, mas, há tantas consertadas e tantas outras que nunca se quebraram. Teus irmãos às vezes trazem coisas para que eu as conserte. Outros trazem antes de quebrar; aprendem comigo a brincar da maneira certa e têm seus brínquedos por muito tempo. Mas, cada um tem o direito de escolher o que fazer com seus pertences. Eu lhes dei esse direito, assim como lhes dei os pertences.
Não vou até seus aposentos mexer em algo que não está sob a minha guarda. Seria desonroso tal procedimento. No entanto, todos, assim como você, sabem que estou aqui e que os amo. Eu tenho mostrado isso todos os dias, não tenho? Olha à tua volta! Não vês o fruto do meu amor por ti?
“Bom é o Senhor para os que esperam nele, para a alma que o busca.” (Lm 3:25)
(Florianópolis, 25.01.96)
Do jeito Dele
por Mara Protta em Sem categoria as 25 de setembro de 2009
Então eu ouvi…
por Mara Protta em Sem categoria as 7 de setembro de 2009
Não olha para a destruição: olha para mim, diz o Senhor. Nem tente reconstruir nada, pois não é obra para as tuas mãos. Apenas espera, filha.
Comparações
por Mara Protta em Sem categoria as 6 de setembro de 2009
A tua dor é a maior do mundo porque é a única que você pode sentir de verdade. Mas não é maior do que o amor daquele que suportou a cruz para nos permitir o novo nascimento. Sem tudo isso nunca veríamos a Deus.
Meu Jeito de Adorar
por Mara Protta em Sem categoria as 5 de setembro de 2009

Ainda na angústia teu socorro já percebo!
Meu Deus, como tu és Maravilhoso!
Teu sangue não foi derramado em vão!
Tu és fiel, poderoso e amoroso;
A dor não pode me sufocar,
O mal não pode me abater,
Ao pecado não sou subordinada,
Pois, teu amor cobre o meu viver!
O inimigo insiste em tentar
Com ciladas, meu coração convencer,
De que mereço o que mais eu possa querer:
Mas eu sei que meu direito é te obedecer!
