Tag igreja
As pessoas não precisam de igreja
por Mara Protta em Sem categoria as 11 de setembro de 2009
Eu estava num grupo de amigos um dia destes e uma das pessoas, recém chegada, cumprimentou um rapaz que já estava conosco. Ela perguntou ao rapaz se a situação tinha melhorado e se estava tudo bem. A moça insistia que o rapaz só conseguiria resolver seus problemas de uma maneira: indo à igreja. Então foi que eu notei a força que ela fazia para convence-lo a ir à sua igreja e para que ele conhecesse a Jesus através desse processo. Conversamos um pouco ainda e eu soube que o rapaz vivia com uma moça e que o relacionamento estava muito difícil. Então, minha amiga explicou ao rapaz que ele só encontraria a mulher certa se procurasse no “lugar certo”.
Toda essa conversa ficou no meu coração por um dia inteiro e eu percebi como temos agido de forma muito pouco adequada com as pessoas do mundo, esperando que elas ouçam nossos conselhos e os sigam acreditando neles como um paciente acredita em seu medico de confiança.
Você já jogou Batalha Naval? É um jogo de estratégia no qual dois participantes têm um tabuleiro individual onde colocam seus navios de guerra. Os dois vão atirar falando números de coordenadas para tentar acertar as posições do inimigo. Nesse processo a maioria dos tiros (números das coordenadas) vai parar na água e alguns acertam, quase sempre por sorte, nos navios do outro.
Pensando bem, muito evangelismo que tenho visto por ai, tem sido realizado dessa maneira. Fala-se para a pessoa sobre a igreja e, se por acaso ela esta procurando amigos ou mesmo uma igreja, pronto: acertamos o tiro. Mas, na maior parte das vezes, a pessoa não esta procurando amigos nem muito menos uma igreja. Ela nem liga para o nosso discurso e nosso testemunho é ouvido, quando muito, por educação.
Por que???
Antes de respondermos a essa pergunta, temos que ter outras respostas:
1)Para quem é a igreja?
Bem, quando Jesus disse a Pedro:” - Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja“, ele estava falando a alguém que o conhecia de andar com ele. Ele estava comunicando a Pedro que, a partir do novo nascimento, os servos do Senhor precisavam de um novo ponto de referencia, uma identidade nova: a igreja de Jesus. Mas, para ser renascido é preciso ser pecador, arrepender-se e aceitar o sacrifício de Jesus como resgate de sua vida. Para ser pecador é preciso se reconhecer como tal.
“Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos”. (Mateus 9:12)
Analise comigo: para quem é o inferno? Para pecadores? Não! Para pessoas “boas” que acham que o que fazem não está errado porque o errado é relativo e se elas não roubam nem matam e cumprem seus compromissos além de ajudar os pobres, então não são pecadoras. Não é assim que o mundo pensa?
O céu é para os pecadores, assim como a igreja. Como então nosso discurso evangelístico quase sempre parte do convite para ir à igreja? Como esperamos que uma pessoa queira ir a uma igreja se ela “não é pecadora” e, portanto, não sente qualquer necessidade para isso? Aliás, igreja, para estas pessoas, é lugar de gente mal amada e pior resolvida.
Não podemos esperar que uma pessoa deseje, ou sequer aceite, ir a uma reunião da igreja se toda a informação que ela tem a respeito é de pastores que enganam o povo inocente e de lideres corruptos que falam e não fazem e que são lobos em pele de cordeiro.
Este é o quadro real pelo qual muitas pessoas do mundo identificam a igreja. É um quadro triste: retrato do fracasso e do atraso de vida.
2) De que igreja estamos falando?
Quando convidamos um amigo, para ir conosco à igreja, a que igreja nos referimos? À “nossa”? Mas então não os estamos convidando para ir a uma reunião da igreja de Jesus? Mas que diferença tem uma “igreja” de “outra”?
Quando nosso convidado manifesta seus conceitos sobre igrejas, temos o impulso de defender nossa congregação com argumentos que nada significam para ele, já repararam? Falamos de doutrinas e da sinceridade do povo que se reúne lá, dos sermões poderosos do nosso pastor, que nada tem a ver com os pastores enganadores e por aí afora. Às vezes conseguimos “convencer” nosso candidato à salvação, a nos acompanhar a um culto. Principalmente se revelamos as maravilhas que o Senhor tem feito na vida das pessoas, tais como curas, restaurações de relacionamentos, etc.. Isto muitas vezes atrai as pessoas pelo beneficio, quando nossa intenção era a de revelar o poder do nosso Deus e o amor que Ele tem por seus filhos.
3) O que tem na igreja que não tem fora dela?
Afinal, o que desejamos mostrar ao nosso amigo? O que ele poderá desejar ver na igreja que não tenha visto em nós? Que resultados ele pode esperar para si que não os vê em nossas vidas?
Aí está o ponto chave ao qual Jesus se referiu durante todo o seu ministério entre os apóstolos, resumido nas palavras de conselho e conforto:
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.”(Mateus 11:29)
Quando absorvemos intimamente este ensino, tão certo como é toda a Palavra de Deus, nosso comportamento muda sem que nós façamos força para isso. Na verdade, nós mudamos em essência, pois no Senhor temos domínio próprio e alegria.

Ora, e não é isto que as pessoas buscam dentro e fora da igreja: domínio próprio e alegria verdadeira? No entanto o mundo oferece um leque atraente de fontes de alegria: relacionamentos, dinheiro, poder, etc.. E as pessoas estão cada vez mais insatisfeitas e frustradas com os resultados a que chegam. Somente poderão crer novamente na alegria e paz se encontrarem alguém que tenha isso tudo evidenciado em sua vida. Precisam encontrar uma referência: alguém verdadeiramente realizado e que tem vitórias em suas aflições. Não alguém que pregue um mundo fantástico onde você não terá mais problemas ou, se os tiver, serão resolvidos sem o menor trabalho ou tristeza, mas pessoas que sejam reais, com problemas reais e vitórias reais, cuja força venha de um Deus Todo Poderoso. Somente assim é que o Espírito de Deus pode testificar no coração de uma pessoa sem esperanças: através da verdadeira vida de intimidade com o Senhor manifestada no comportamento diário que compreende hábitos moderados, conserto das falhas do cotidiano no que se refere ao próximo, mesmo quando injustiçado, compromisso com a verdade e com suas responsabilidades, além do reconhecimento das autoridades constituídas, sejam elas legais, espirituais ou sociais (família).
4)Conclusão: Temos então um diagnóstico que requer uma terapia adequada e esta já foi providenciada por nosso Senhor Jesus:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”(Mateus 26:41)
“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”(Romanos 8:6)
As pessoas não precisam de igreja, elas precisam ser igreja. As pessoas precisam ser igreja como nós somos igreja. E a igreja é constituída por pessoas que crêem em Deus e na Salvação pelo poder do sangue de Jesus e que buscam a intimidade do Senhor para viver conforme a Sua vontade.
Ora, esta é certamente a chave do avivamento da igreja e da vitória do Evangelho sobre toda a desesperança e ansiedade: a oração!
“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.
Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” (Mateus 6:6-8)
Florianópolis, maio de 2003.
Circo ou Igreja?
por Mara Protta em Sem categoria as 3 de setembro de 2009
O Senhor me falou, e disse: Filha, há um grande engano! Vocês não percebem? O meu povo tem sido fiel em muitas coisas: os cultos se enchem cada vez mais, minha Palavra é lida e pregada diariamente no mundo todo, obras de caridade se intensificam em quantidade e qualidade, mais e mais dos meus filhos consagram suas vidas em tempo integral à minha obra… mas minha igreja ainda espera pelo avivamento! Avivamento de quê? Acaso esperam um grande espetáculo? Por onde pensam que virá a manifestação do meu poder? Esqueceram quem são? Esqueceram-se de como foram levados a ser quem são? Ai! Até quando meu povo se comportará nos templos como meninos que vão ao circo? Meninos ansiosos que esperam dos artistas uma excelente atuação, fazendo-os vibrar e sonhar? Meninos que esperam ver luzes e brilhos e mágicas que não podem compreender? Meninos que voltam pras suas casas com os corações cheios de sonhos, de esperanças que, com o passar do tempo, se descolorem até desaparecerem por completo apagando de suas mentes toda a expectativa que tinham na infância?
Filha! Ouve e fala: o avivamento é de algo que não está morto, mas dorme… e dorme entristecido: O Meu Espírito! Lembra ao meu povo que o Meu Espírito está neles! Em cada um deles habita todo o meu poder! É preciso dar espaço, dar liberdade! É preciso “sair da frente”, dar passagem! Ah! Eu sei! O diabo anda mentindo desde sempre. Ele convence o meu povo de que ser humilde é ficar quietinho, sem se manifestar, deixando para os outros a glória e o reconhecimento. E é aí que está o cerne da questão: humilde é aquele que se recolhe e permite que Meu Espírito se manifeste através dele. E isto só tem uma maneira de acontecer: é pela manifestação dos dons que já concedi a cada um. Quando todo filho meu crer que estará me servindo quando permitir que Meu Espírito o use com os dons distribuídos, ah… então minha igreja conhecerá o avivamento. E verão que o que prometi dar, já o fiz há muito tempo. Onde estão os que pregam ousadamente? Onde se escondem os que profetizam em meu nome? Onde estão acomodados os que exortam? E os que curam? E aqueles através dos quais eu quero falar à minha igreja por meio de visões? Onde estão os misericordiosos cujo amor vai muito além das duras atividades assistenciais? Lembrem-se de que eu não retenho bênçãos; vocês é que não se apossam delas! Não continuem entristecendo Meu Espírito! Busquem santidade!!! Vocês são todos sacerdotes. Sabem disso!!! Mas não se lembram das vestes brancas, da tiara onde deve-se ler SANTIDADE AO SENHOR! Quando determinei que se fizesse esta inscrição na testa do sacerdote Arão, em folha de ouro, intencionava que ficasse registrada a importância fundamental desta qualidade no meu povo que é a qualidade que me testifica como Deus: a Santidade!
Diga ao meu povo, filha minha, que estou onde sempre estive: perto! Diga ao meu povo, filha minha, que eles são os meus braços, minhas pernas e minha boca no mundo! Diga-lhes que se não houver santidade nada acontecerá! Diga-lhes que se não tiverem a coragem de olhar para suas vidas com os critérios santos do Seu Deus, jamais verão avivamento em seu meio! Porém, quando meu povo se humilhar, e me buscar de todo o seu coração, estabelecerei a minha graça e eles transbordarão do meu amor, alcançando vidas, rompendo barreiras impostas pelo diabo, ampliando o meu Reino na terra e acrescentando valores ao seu galardão eterno! Esta é a minha palavra, é santa e eu não minto!
A Obra do Senhor
por Mara Protta em Sem categoria as 2 de setembro de 2009
A obra do Senhor é semelhante ao edifício que um engenheiro começou a construir com as mãos de obreiros que nada conheciam do ofício. No início, o construtor, tendo colocado a pedra fundamental, disse aos obreiros:
- Eis os tijolos, a cal, o cimento e a areia. Comecem o alicerce pela pedra que está posta eu estarei sempre próximo para dar instruções, conferir medidas e verificar o prumo.
Então, com alegria, todos arregaçaram as mangas e começaram a preparar o material, cavar e firmar o alicerce e erguer as paredes do prédio que, por proposta do responsável, seria grande, forte, belo, agradável e muito útil à comunidade. E entre risos e cânticos, começaram a aparecer as paredes, definir-se portas e janelas, enfim, a obra começou a tomar forma. Assim, as paredes começaram a ficar altas. O trabalho tornou-se mais pesado e cada um necessitava de mais ajuda. Os que erguiam os tijolos precisavam dos que preparavam a massa; os que preparavam a massa precisavam dos que iam buscar a água e todos precisavam das instruções do sábio e fiel construtor.
- Não se apressem, disse o engenheiro. Façam a obra no meu tempo para que não haja cansaço nem frustrações e vocês fiquem impedidos de ouvir e entender minhas instruções. Cada um trate de conferir o seu trabalho pelas minhas orientações e, se assim for, a obra estará pronta e firme no tempo certo. Mas, as paredes tornaram-se muito altas e os obreiros que trabalhavam de um lado do edifício não podiam mais ver nem ouvir os que estavam do outro lado. Aumentava a necessidade de ouvir atentamente as instruções do construtor, pois já se trabalhava sem se ter uma visão geral da obra. Era preciso cuidar para não errar nas medidas, nos detalhes, nas especificações. Uns continuaram tranqüilos, passo-a-passo, tijolo-por-tijolo. Encontravam tempo para o descanso, para a música e estavam sempre abertos às novas ordens, aguardando, com paciência, as palavras do engenheiro, as quais cumpriam com fidelidade. Outros acharam que podiam trabalhar mais e descansar menos. Afinal, com instruções tão precisas dava para ir mais rápido. Estes se cansavam, não só pelo trabalho além de suas forças, como também pela impaciência, fruto da ansiedade. Alguns se afeiçoaram tanto à obra que passaram a admirá-la com certa possessividade. Então, acreditando que podiam melhorar o projeto, passaram a criar detalhes e mudar medidas, sem consultar o construtor. Havia ainda os que curtiam tanto o fato de estarem num bom trabalho e na companhia de tantas pessoas interessantes que passaram a gastar mais tempo cantando, descansando e conversando do que trabalhando. Então, quando viam o trabalho do próximo mais adiantado que o seu, entristeciam-se e eram visitados pelo desânimo. E, no vai-e-vem de toda essa gente, apareceram oportunistas que buscavam ganhar a confiança dos obreiros fazendo-se de prestadores de serviços e conhecedores do ofício. Questionavam as ordens confundindo os obreiros que não buscavam confirmação do construtor. Começaram a promover intrigas entre os trabalhadores e a levar-e-trazer informações distorcidas, de um lado para outro da obra, pois o único propósito deles estava em sabotar a construção. Com tudo isso, algumas paredes começaram a ficar tortas e vigas a ficar sem sustentação, causando acidentes e ferindo até àqueles que fielmente cumpriam as ordens oficiais. Aconteceram, então, paralisações parciais da obra. O desgaste físico e emocional dos que precisaram trabalhar em dobro provocava insatisfação por terem que desmanchar, reaprender e reconstruir. Mas, felizmente, aqueles que, desde o início, foram passo-a-passo, tijolo-por-tijolo, firmes na certeza de que as ordens recebidas os levariam a ver a obra desejada, passaram a dividir forças, estimular o ânimo e calar a boca dos intrusos. Estes fiéis também se cansavam e às vezes erravam por cansaço ou distração, mas seus ouvidos logo reconheciam a voz do sábio engenheiro e recomeçavam sempre com alegria e esperança, para júbilo do Senhor Construtor.