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Enoque ou Jó?
por Mara Protta em Sem categoria as 11 de dezembro de 2010
Louvo ao Senhor porque Ele não esconde dos seus servos o entendimento das coisas que levam à vida.
Louvado seja o nome do Senhor Jesus, pois que, por seu intermédio temos acesso aos pensamentos do Pai, pelo mover do Espírito Santo. Aleluia!
Estava eu cogitando sobre como aconteceu de Deus permitir a Satanás, tocar tão cruelmente em Jó, quando o Senhor me disse: – Não foi o diabo que reivindicou a Jó, mas Eu mesmo determinei que ele fosse tocado.
Ah! Como as coisas ficam claras quando o Senhor nos fala! Como eu nunca tinha notado que o próprio Deus dirigiu-se a Satanás para lhe falar de Jó? Ele tinha grande amor por esse seu servo. O testemunho do Senhor sobre ele é algo tremendo: “…Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.” (Jó 1:8)
Como muitos de nós buscam por essa aprovação! Por vezes, comemos a Palavra do Senhor, somos rigorosos conosco mesmos, tantas vezes nos apegamos a cânticos obstinadamente, para tirar deles o conforto para nossas almas, pois sabemos que o Senhor habita no meio dos louvores. No entanto, com a mesma facilidade nos envolvemos com as coisas do mundo em um nível tal que nosso coração simplesmente arrefece. Não nos desviamos, não nos tornamos hereges, não negamos a Deus nem mesmo deixamos de lado as atitudes leais de um servo a seu Senhor. Mas, nosso coração não emana, então, o doce perfume, não ressoa o singelo cântico, não reflete a suave luz como quando andamos na presença Dele!
Enoque certamente experimentou muito disso. Ele, andava com Deus de tal forma, com tal intimidade e constância, que o Senhor simplesmente o tomou para si.
“Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.” (Gn 5:6)
“Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus.” (Hb 11:5)
Ah, Senhor! Se eu pensar que esses dois homens, servos amados, tiveram chances diferentes, não só estarei fechando meus olhos e tapando meus ouvidos para não receber o grande tesouro do Teu ensino, como O estarei declarando injusto! Perdão, Senhor!
Posso ver agora que ambos foram tratados pelo mesmo Pai amoroso, que olha as diferenças entre seus filhos e proporciona, deliberada e diligentemente, as condições de aperfeiçoamento para cada um, até que, pelo exercício do livre arbítrio, “… todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4:13).
E Jó foi valente! Sua própria esposa, a pessoa mais próxima, a pessoa de quem certamente ele esperava algum apoio, o aconselhou a negar a Deus e morrer, por ver o sofrimento ímpar desse homem. Mas ele a chamou de louca e dispôs seu coração a aceitar do Senhor o que a Ele aprouvesse. E Deus o honrou pois “…Em tudo isso não pecou Jó com seus lábios.” (Jó 2:10)
Ficou claro que o Senhor, em Sua absoluta justiça, conferiu a ambos os seus servo, o tratamento que lhes proporcionasse maior e mais rápida aproximação de Si: a um, recolheu, a outro, deu dores!
Enoque nada disse de si mesmo. Ele foi abraçado, acolhido, escondido por Deus em Seu seio! Ah, posso entender agora essa bendita diferença de tratamentos, pois da boca de Jó saiu o
testemunho da eficácia das medidas suscitadas por Deus a Satanás: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:5-6)

Onde há tal agudeza de conhecimento a respeito de mim, senão no coração do Senhor?
Ah! Pai! Trata-me como a Enoque e a Jó, pois, tão certo como vive o Senhor, ambos receberam de ti a justiça, o amor e o cuidado do Verdadeiro Pai!
Louvado seja o nome do Senhor para sempre! Amém!
A Verdade
por Mara Protta em Sem categoria as 19 de novembro de 2010
Meus dezessete anos foram em um divisor de águas na minha vida. Lembro-me, com lucidez assombrosa, do momento em que meu coração ardia em dúvidas e, em um clarão de consciência, declarei em voz alta: Eu quero A VERDADE! Não vou descansar enquanto não encontrar A VERDADE!
É engraçado como lembranças de pensamentos sempre me retornam juntamente com a visão física do momento em que aconteceram. Nesse instante que desejei ardentemente a Verdade, eu estava em frente ao meu guardaroupas, um grande reoupeiro que tomava toda a parede do quarto e era de uma embuia escura e linda.
Jamais esqueci desse momento. No entanto, não tinha a menor idéia do que procurava. Minha vida, meus planos homanos e meus afazeres, em nada se alteraram. Mas, a partir daí, sei que meu coração começou uma grande luta. A aceitação das coisas já não era sem argumentos e quanto mais eu argumentava mais o mundo me estrangulava.
Com o passar dos anos tornei-me uma ilha, aparentemente sociável, mas sedenta, faminta e alerta para tudo o que fosse esclarecedor, que alimentasse minha alma. Tudo que eu fazia, era como se estivesse me agarrando à última tábua solta do navio naufragado.
E Deus devia me olhar com tanta ternura e balançar a cabeça pacientemente, esperando que eu paresse de lutar para poder me socorrer sem que eu o rejeitasse. Ele nunca age contra nós, mesmo que seja com a intenção de nos salvar. Este é o cerne do Livre Arbítrio!
Muitas vezes Ele providenciou para que eu tivesse acesso à Sua Palavra e ao conhecimento da Sua Vontade que é perfeita eternamente, amém! Mas o apego ao mundo, cujo teor de sedução eu ignorava, impedia-me de ver exatamente o que eu mais desejava encontrar!
Muitos de vocês devem ter tido a experiência de levar uma criança à escola, ou ao médico, contra a vontade dela e ter lutado com pézinhos e mãozinhas que insistiam em agarrar-se no seu corpo, lutando desesperadamente para não se afastarem.
Pois creio que era exatamente assim que o Senhor agiu comigo por anos seguidos. Ele soltava uma das minhas mãos e eu agarrava o mundo com a outra, com um coração desesperado por querer o novo e não ter coragem de soltar o velho. Agarrava meus planos, meus desejos, meus pecados, minhas dúvidas, minhas parcas convicções, minha obtusa consciência de mim mesma.
Então Deus tomou a decisão que todos nós, como pais, tomamos para o bem dos nossos filhos. Desprendeu-me de tudo a que eu me agarrava e colocou-me sentadinha num canto da escola da vida para que, sozinha, sem nada diante dos meus olhos, eu pudesse respirar, levantar o rosto e perceber a realidade!
Então eu O vi; perto, atencioso, cuidadoso! Comecei a notar todas as providências que Ele sempre tomara mesmo nos momentos mais difícies quando parecia que eu estava sozinha e ferida.
Foi quando “ouvi” pela primeira vez seu chamado:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30)
Vocês têm noção do quanto isso foi atrativo para mim? Era como ter andado dias no deserto, alem da seca, o sol escaldante e o frio noturno. Um oásis! Uma visão magnífica! Um jorro de esperança na minha alma foi despejado e eu mergulhei nele! Glória a Deus por esse dia!
Hoje, após vinte anos, lendo a Palavra do Senhor em oração, pude degustar saborosamente a mais contundente declaração de Jesus para alguém que buscava a Verdade:
“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais tera fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” (Mateus 6:35)

Livre arbítrio
por Mara Protta em Sem categoria as 12 de setembro de 2009
Cada um tem apenas dois caminhos a escolher: o de seu próprio coração ou o do Senhor.
O diabo não tem caminho nenhum pois, ele não está indo a lugar algum. Sua única intenção é destruir a criação pois ele tem consciência de que seus dias estão contados. Ele não precisa perder tempo em criar novos atalhos para o homem: ele aproveita o que já está no coração de cada um. Portanto, é imprescindível que o homem reconheça que, quando toma caminhos errados, diferentemente da vontade de Deus para ele, não é o diabo que o fez desviar: ele está simplesmente fazendo uso do livre arbítrio que o Senhor lhe deu. O trabalho do diabo é colocar tropeços no caminho do homem: tentações oportunas que acometem a humanidade a todo momento. O diabo não conhece o nosso coração nem nossos pensamentos. Por isso, não perde tempo: garante seu sucesso enchendo nosso caminho de tranqueiras para que, num momento de fraqueza (o qual ele não pode saber quando será), sejamos pegos de surpresa e pronto: desandamos por atalhos, às vezes, até sem perceber nos primeiros passos. O mais incrível disso é que o diabo utiliza-se do próprio homem para fazer isso.
Eis que o mundo investe contra o homem mas, quem escolhe onde coloca os pés é o próprio homem.
“Os meus passos apegaram-se às tuas veredas, não resvalaram os meus pés.” (Salmos 17:5)