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Gratidão

Meu Deus,
Meu Senhor,
Quanto eu te sou grata pelas tuas misericórdias! Senhor meu, tu és o meu amor, o meu tesouro. Tu és a minha âncora. Tenho diante dos meus olhos todas as tuas obras pelas quais tens transformado minha vida, restaurando minha alma, dignificando meu ser.
A cada dia tu tens aumentado nossa alegria com o cuidado que, de tão minucioso, foge à nossa percepção por causa da nossa insensibilidade. Minha gratidão nem mesmo pode alcançar o mérito de ser justa, pois nem mesmo posso saber tudo o que fazes para me sustentar, me livrar, me edificar e me garantir a permanência no teu reto caminho! Sei que é pura misericórdia, Pai! Obrigada!
Vejo tua obra na minha família. Cada dia tu acrescentas o teu amor em nossos corações. Mesmo com a dureza que guardamos, mesmo com as barreiras que construímos, tu nos tem amado com tal amor que nos tem derretido o coração. A cada dia tu acrescentas o teu amor em nossos corações!
Pai, tu tens nos dado suprimento, abrigo, segurança, saúde e livramento dos nossos inimigos e das contingências deste mundo injusto e cruel. Tu administras nossos bens de acordo com teus pensamentos para cada um de nós e nos edifica entre a fartura e a escassez. No entanto, querido Pai, sei que as nossas necessidades humanas, as nossas necessidades físicas, emocionais e psicológicas não são a nossa prioridade número um, mas sim a salvação da nossa alma, a garantia da eternidade contigo, Senhor. Pois, para isso, por causa do teu tão grande amor por nós, tu não pagaste com ouro nem prata o nosso livramento, mas deste o teu próprio sangue.
Que momento aquele, Senhor! Tu sofreste uma dor que jamais poderá ser interpretada ou compartilhada com qualquer ser humano. A dor física de teu filho Jesus talvez tenha sido experimentada por muitos homens em circunstâncias diversas, mas, naquele momento tu experimentaste algo inimaginável, pois, à agonia da cruz somaste toda a dor da culpa da humanidade. O pecado de cada um, que já pisou ou ainda vai pisar esta terra, foram encerrados no Senhor, tornando-O o mais miserável e desprezível ser, a ponto de impedir que Tu, o Senhor dos Exércitos, o Pai misericordioso e maravilhoso, amado em toda a tua essência, O pudesse contemplar. Virando o rosto, num gesto de abnegação, absolutamente inacessível à nossa compreensão, com tal sofrimento pela atitude que nós O obrigamos a tomar por causa do nosso pecado, permitiste o encerramento da nossa dívida em uma única parcela: A MORTE DO NOSSO SENHOR JESUS. Ai! Senhor, foi por mim!
Pai, amado! Que momento aquele! Tanta dor, comoção tal que o dia escureceu. Quem é este Deus que muda o meio do dia em noite? Oh, Senhor! Como se isso não desse vazão ao teu sofrimento, tremeste a terra! Como pudeste não a destruir em meio a tais sentimentos? És mesmo Deus e Senhor absoluto de todas as coisas e de Ti mesmo! Quem pode compreender que, num momento em que entregavas teu filho a tal martírio, cuja agonia jamais será compreendida pelo ser vivente pois, não há santidade em nós para experimentar a indignidade que experimentaste, Tu, Senhor, levantaste da tumba os mortos, abrindo-lhes o sepulcro, permitindo a tantos que voltassem aos seus? Quem é como Tu, Senhor? Quem tem amor? Quem pode me guardar com mais cuidado? Quem pode suprir minha alma de descanso?
Deus meu, Senhor da minha vida! Eu tenho que agradecer, pois não posso conter a gratidão em mim, que transborda em emoção sincera e faz tremer meu ser. Nem tenho medida para isso: tentar seria inútil! Toma, Senhor, o meu coração e recebe a minha adoração em fidelidade, amor e afeição, por ti.
Tudo eu dou a Ti, pois a Ti tudo pertence! Que maravilhoso é pertencer ao teu aprisco, Senhor. Descanso nessa notícia: nenhum mal tem poder sobre mim, pois, meu Paizinho me guarda! Amém!
Para a Tua Glória, Senhor
Florianópolis, 11 de dezembro de 1999.

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As pessoas não precisam de igreja

Eu estava num grupo de amigos um dia destes e uma das pessoas, recém chegada, cumprimentou um rapaz que já estava conosco. Ela perguntou ao rapaz se a situação tinha melhorado e se estava tudo bem. A moça insistia que o rapaz só conseguiria resolver seus problemas de uma maneira: indo à igreja. Então foi que eu notei a força que ela fazia para convence-lo a ir à sua igreja e para que ele conhecesse a Jesus através desse processo. Conversamos um pouco ainda e eu soube que o rapaz vivia com uma moça e que o relacionamento estava muito difícil. Então, minha amiga explicou ao rapaz que ele só encontraria a mulher certa se procurasse no “lugar certo”.
Toda essa conversa ficou no meu coração por um dia inteiro e eu percebi como temos agido de forma muito pouco adequada com as pessoas do mundo, esperando que elas ouçam nossos conselhos e os sigam acreditando neles como um paciente acredita em seu medico de confiança.
Você já jogou Batalha Naval? É um jogo de estratégia no qual dois participantes têm um tabuleiro individual onde colocam seus navios de guerra. Os dois vão atirar falando números de coordenadas para tentar acertar as posições do inimigo. Nesse processo a maioria dos tiros (números das coordenadas) vai parar na água e alguns acertam, quase sempre por sorte, nos navios do outro.
Pensando bem, muito evangelismo que tenho visto por ai, tem sido realizado dessa maneira. Fala-se para a pessoa sobre a igreja e, se por acaso ela esta procurando amigos ou mesmo uma igreja, pronto: acertamos o tiro. Mas, na maior parte das vezes, a pessoa não esta procurando amigos nem muito menos uma igreja. Ela nem liga para o nosso discurso e nosso testemunho é ouvido, quando muito, por educação.
Por que???
Antes de respondermos a essa pergunta, temos que ter outras respostas:
1)Para quem é a igreja?
Bem, quando Jesus disse a Pedro:” - Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja“, ele estava falando a alguém que o conhecia de andar com ele. Ele estava comunicando a Pedro que, a partir do novo nascimento, os servos do Senhor precisavam de um novo ponto de referencia, uma identidade nova: a igreja de Jesus. Mas, para ser renascido é preciso ser pecador, arrepender-se e aceitar o sacrifício de Jesus como resgate de sua vida. Para ser pecador é preciso se reconhecer como tal.
“Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos”. (Mateus 9:12)
Analise comigo: para quem é o inferno? Para pecadores? Não! Para pessoas “boas” que acham que o que fazem não está errado porque o errado é relativo e se elas não roubam nem matam e cumprem seus compromissos além de ajudar os pobres, então não são pecadoras. Não é assim que o mundo pensa?

O céu é para os pecadores, assim como a igreja. Como então nosso discurso evangelístico quase sempre parte do convite para ir à igreja? Como esperamos que uma pessoa queira ir a uma igreja se ela “não é pecadora” e, portanto, não sente qualquer necessidade para isso? Aliás, igreja, para estas pessoas, é lugar de gente mal amada e pior resolvida.

Não podemos esperar que uma pessoa deseje, ou sequer aceite, ir a uma reunião da igreja se toda a informação que ela tem a respeito é de pastores que enganam o povo inocente e de lideres corruptos que falam e não fazem e que são lobos em pele de cordeiro.
Este é o quadro real pelo qual muitas pessoas do mundo identificam a igreja. É um quadro triste: retrato do fracasso e do atraso de vida.
2) De que igreja estamos falando?
Quando convidamos um amigo, para ir conosco à igreja, a que igreja nos referimos? À “nossa”? Mas então não os estamos convidando para ir a uma reunião da igreja de Jesus? Mas que diferença tem uma “igreja” de “outra”?
Quando nosso convidado manifesta seus conceitos sobre igrejas, temos o impulso de defender nossa congregação com argumentos que nada significam para ele, já repararam? Falamos de doutrinas e da sinceridade do povo que se reúne lá, dos sermões poderosos do nosso pastor, que nada tem a ver com os pastores enganadores e por aí afora. Às vezes conseguimos “convencer” nosso candidato à salvação, a nos acompanhar a um culto. Principalmente se revelamos as maravilhas que o Senhor tem feito na vida das pessoas, tais como curas, restaurações de relacionamentos, etc.. Isto muitas vezes atrai as pessoas pelo beneficio, quando nossa intenção era a de revelar o poder do nosso Deus e o amor que Ele tem por seus filhos.
3) O que tem na igreja que não tem fora dela?
Afinal, o que desejamos mostrar ao nosso amigo? O que ele poderá desejar ver na igreja que não tenha visto em nós? Que resultados ele pode esperar para si que não os vê em nossas vidas?
Aí está o ponto chave ao qual Jesus se referiu durante todo o seu ministério entre os apóstolos, resumido nas palavras de conselho e conforto:
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.”(Mateus 11:29)
Quando absorvemos intimamente este ensino, tão certo como é toda a Palavra de Deus, nosso comportamento muda sem que nós façamos força para isso. Na verdade, nós mudamos em essência, pois no Senhor temos domínio próprio e alegria.

borboleta

Ora, e não é isto que as pessoas buscam dentro e fora da igreja: domínio próprio e alegria verdadeira? No entanto o mundo oferece um leque atraente de fontes de alegria: relacionamentos, dinheiro, poder, etc.. E as pessoas estão cada vez mais insatisfeitas e frustradas com os resultados a que chegam. Somente poderão crer novamente na alegria e paz se encontrarem alguém que tenha isso tudo evidenciado em sua vida. Precisam encontrar uma referência: alguém verdadeiramente realizado e que tem vitórias em suas aflições. Não alguém que pregue um mundo fantástico onde você não terá mais problemas ou, se os tiver, serão resolvidos sem o menor trabalho ou tristeza, mas pessoas que sejam reais, com problemas reais e vitórias reais, cuja força venha de um Deus Todo Poderoso. Somente assim é que o Espírito de Deus pode testificar no coração de uma pessoa sem esperanças: através da verdadeira vida de intimidade com o Senhor manifestada no comportamento diário que compreende hábitos moderados, conserto das falhas do cotidiano no que se refere ao próximo, mesmo quando injustiçado, compromisso com a verdade e com suas responsabilidades, além do reconhecimento das autoridades constituídas, sejam elas legais, espirituais ou sociais (família).
4)Conclusão: Temos então um diagnóstico que requer uma terapia adequada e esta já foi providenciada por nosso Senhor Jesus:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”(Mateus 26:41)
“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”(Romanos 8:6)

As pessoas não precisam de igreja, elas precisam ser igreja. As pessoas precisam ser igreja como nós somos igreja. E a igreja é constituída por pessoas que crêem em Deus e na Salvação pelo poder do sangue de Jesus e que buscam a intimidade do Senhor para viver conforme a Sua vontade.

Ora, esta é certamente a chave do avivamento da igreja e da vitória do Evangelho sobre toda a desesperança e ansiedade: a oração!
“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.
Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” (Mateus 6:6-8)

Florianópolis, maio de 2003.

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A Palavra e a Oração

Davi era um homem comum, cheio de desejos que o impulsionavam para o mal e com um coração sempre disposto a executar a justiça: a sua justiça. Sua vida foi caracterizada por escolhas corajosas: certas e erradas. Ele amava e confiava em Deus, mas muitas vezes era impossível fazer-Lhe a vontade. Quantas vezes seu coração o traiu? E ele demorou muito, sofreu profundas decepções, sentiu muita culpa, até perceber o segredo para alcançar o comportamento desejado, motivo pelo qual foi chamado de “homem segundo o coração de Deus”:  A ORAÇÃO.

Escondi tua Palavra no meu coração para não pecar contra Ti. (Sl 119:11)

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Até vendo filme o Senhor nos fala!

O BANQUETE DESPERDIÇADO

“Não estejais ansiosos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excedo todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Fílípenses 4:6-7)

Meditando nesta palavra e descobrindo as delícias que nos são servidas nela, lembrei-me de uma cena, muito comum em filmes onde, numa casa de família abastada, um dos personagens dirige-se à mesa do café da manhã, à qual já estão sentados outros membros da família. O serviço é 5 estrelas e os pratos inimagináveis. O recém chegado, que às vezes é o chefe da família, preocupado com os negócios, vem apressado, serve-se de um copo de suco ou um pouco de café preto.
Para nós seria difícil saber por onde começar, pois a fartura é tanta e a visão tão atraente que mal prestamos atenção ao diálogo.
Outras vezes o apressado é a mãe, cheia de ansiedade por seus compromissos que a permitem fugir da rotina doméstica; ou a filha, idealista e ativista dos planos de outros, a quem julga mais inteligentes e corajosos que ela própria, ou ainda, o filho, cheio de sua “deliciosa” rebeldia, sedento por uma bola de basquete, certo de que problemas só existem na cabeça de seus pais, que, aliás, os inventam. Então, o recém chegado à mesa, às vezes até serve-se de alguma iguaria muito atraente aos olhos e prova um bocado, quando se lembra do compromisso urgente e, olhando para o relógio, toma um último gole levantando-se e sai às pressas. Outros motivos também são recursos para alguém deixar a tal mesa: um repentino fastio sem explicação; uma palavra de cobrança ou de sarcasmo; a impossibilidade de se conter a ansiedade pelo que está por vir; a culpa por erros guardados em segredo e que impedem nosso personagem de encarar a família neste momento tão íntimo que é a refeição e o deixa sem o necessário alimento.
Vemos, frustrados, o banquete, que não poderia ser consumido por aquelas só pessoas nem em todas as refeições do dia, desperdiçado, porque, não raro, os demais membros da família também saem deixando seus pratos servidos. Eles não consideram que passaram a noite inteira em repouso e precisam do alimento para suportar o desgaste físico e emocional do corre-corre diário. Durante o dia, comem um lanchinho ou outro café e, se não terminam o expediente com um copo de uísque, atiram-se num imenso sorvete ou hamburguer, deliciosos e caros, contudo, totalmente insuficientes para atender às necessidades orgânicas de qualquer pessoa.
Muitos de nós relaciona-se com a Palavra de Deus exatamente assim: com o coração e a mente cheios de ansiedade, não conseguem parar para “degustá-la” e ‘ingeri-la “, não lhe dando a devida importância pois, estará sempre ali, à disposição, “eternamente”. Nem nos passa pela cabeça que um dia poderá vir a faltar !?!
Assim, cria-se uma geração de “desnutridos”, não por falta de alimento mas, por total falta de entendimento. Ah! Então adoecem! Tonturas, dor aqui e ali, desânimo, mal humor, insônia, etc.. Tudo é procurado: conselhos de farmacêuticos e amigos sabe-tudo, lazer do mais requintado, mudanças de ares em viagens maravilhosas, estimulantes, calmantes, amantes…
Somente quando acontece de aparecer um sintoma mais sério (uma infecção, um “caroço”, um desmaio) e o pânico se instala, é que lembram do médico! Bem, vamos a ele! E daí? Conta-se os últimos sintomas mas não se consegue relatar nem o histórico da última semana: não sabem o que comeram, beberam. assistiram, ouviram, sentiram ou sequer pensaram. O lixo está todo lá e o médico é obrigado a adivinhar.
Bem, quando estabelecemos aqui um paralelo com nosso relacionamento com a Palavra de Deus, nosso médico é o próprio Deus e ele não precisa adivinhar – ELE TUDO SABE! Então, ouve nossa queixa e ministra o remédio.!!! DESASTRE: não somos capazes, a estas alturas, de compreender o tratamento ministrado, pois não conseguimos fazer a “ponte” entre o nosso mal e suas causas. É preciso para, olhar prá trás, reconsiderar atitudes, sentimentos, motivações, informações adquiridas no lugar do Valioso Alimento.
Ter coragem de admitir que não cuidamos da nossa “saúde’; abandonando os “banquetes” servidos e substituindo-os por “guloseimas” e “bebidas” atraentes e insubstanciais é o primeiro passo. É preciso começar do início, voltar ao alimento verdadeiro, gastar tempo na mastigação e ingestão, fazer exercícios adequados, oxigenando nosso cérebro e aliviando as tensões provocadas pelos maus hábitos.
“Não estejais ansiosos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excedo todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7)
Ao procurar o médico é preciso alguns procedimentos prévios: “Não estejais ansiosos por coisa alguma”: É preciso sossegar, respirar fundo, considerar que é nele que encontra-se a solução para o nosso mal; é preciso confiar – ainda que com algum esforço: CALAR AO ENTRAR NO CONSULTÓRIO/ÁTRIO…
“antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração”: Quando começarmos a falar, é preciso relatar as circunstâncias com clareza (para que nós mesmos possamos nos situar), o que requer uma prévia e criteriosa reflexão, encarando com sinceridade nossas atitudes e sentimentos.
“e súplicas”: É preciso descrever detalhadamente as dores, carências, desejos, dificuldades, desajustes, obstáculos, ansiedades, angústias, etc., pedindo uma cura para cada problema.
“com ação de graças.”: É preciso ter claro em nosso coração e em nossa mente tais súplicas, pois, a estas alturas, nós já saberemos com quem estamos tratando e a esperança da cura começará a crescer, e com ela a gratidão. Tal como em requerimentos escritos onde, no final escrevemos: “certos de contar com vossa prestimosidade para conosco, antecipadamente agradecemos…”, esta deve ser a disposição do nosso coração, derramado diante do nosso Deus/médico. Agradecer antes da cura e depois também. Esta é a paga da consulta que ele espera receber.
Então vem o que não se espera: o brinde, o “souvenir’ o prêmio imerecido e impagável: “e A PAZ DE DEUS que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Ele não vai esquecer de nós quando nos levantarmos para sair do consultório/átrio e vier outro paciente. Ele vai conosco prá casa, pro trabalho, pro lazer. Vai cuidar de nossos compromissos e nos alertar a cada possibilidade de erro e nos chamar com carinho de “filho amado”; vai preparar o nosso alimento diariamente e segurar a nossa cabeça quando nos sentirmos fracos; vai ouvir nossas queixas quando a opressão vier e nos livrar de todo o mal, pois estaremos fortalecidos pelo “alimento” e exercitados pelo tratamento.
Contudo, nós não precisamos esperar o mal para buscá-lo. Façamos isso HOJE, quando estamos sadios. Vamos praticar medicina preventiva, alimentação adequada, lazer saudáuel e higiene mental.

Florianópolis, 29 de Julho de 1998.

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