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Ensinando a aprender
por Mara Protta em Sem categoria as 13 de fevereiro de 2011
Eu não sei como era ou é, no teu tempo de estudos, mas no meu, quando o professor entrava na sala de aula e dizia “matéria nova”, nós já sabíamos como seria a aula. O professor fazia a chamada e depois pegava o giz e começava a escrever no quadro. Escrevia em metade do quadro, porque era muito grande. De cima a baixo ele escrevia. E nós tínhamos que copiar tudo em silêncio. Terminada a primeira metade, ele fazia um risco e recomeçava a escrever na parte superior da outra metade do quadro. E quando este quadro não era suficiente, ele se dirigia ao outro quadro na lateral da sala, que também ocupava a parede toda, e escrevia, primeiro numa metade e depois na outra. O giz não descansava no apoio enquanto a matéria não estivesse toda reproduzida para que pudéssemos copiar.
Não havia qualquer explicação sobre o assunto, enquanto todos os alunos não tivessem terminado a cópia, por respeito e incentivo aos mais lentos. Caso não houvesse tempo para todos, o professor incentivava os alunos a emprestarem seus cadernos para quem não conseguira, copiar em casa. Nesses casos, só na aula seguinte haveria explicação da matéria. O mais difícil, às vezes, era terminar de copiar alguma coisa que não fazia o menor sentido pra mim. Ou pior, que me parecia estar errado por eu ter alguma noção distorcida daquele assunto. Mas não era possível perguntar nada nessa etapa da aula pois isso acarretaria muito atraso na matéria e poderia causar confusão para os colegas. Era preciso esperar a explicação do professor. Ele sabia o que estava escrito ali e era a pessoa certa para nos dar o entendimento. E o professor esperava que confiássemos na sua explicação como sendo verdadeira porque ele havia estudado o assunto com dedicação e havia buscado o conhecimento em fontes seguras. Se o professor desejasse expor seus pensamentos pessoais a respeito da matéria, ele teria a hombridade de nos revelar que era uma opinião pessoal e não uma causa estabelecida como verdade, pelos estudiosos da área. Em contrapartida, ele nunca esperaria que soubéssemos do que se tratava, dos princípios expostos em palavras, do conteúdo profundo ou mesmo superficial da matéria, antes de sua explanação sobre o ensino contido na lição.
Hoje, vemos o ensino, infelizmente, muito diferente disso: banalizado, infestado de argumentações pessoais que são, no mais das vezes, repassadas como a essência da verdade. E, pobres dos alunos que não têm o hábito da pesquisa. Correm o risco de levar enganos em suas mentes e em suas escalas de valores, para o resto de suas vidas.
O que não dizer, então, sobre o ensino da Palavra de Deus? Ah! Fico pensando como é que o Senhor olha para o que o homem chama de igreja, mas que nunca foi plano Dele estabelecer, em grande parte das congregações. E porquê? Porque os professores não são mais como foram os do meu tempo de escola e os alunos, por sua vez, não recebem o ensino da mesma forma, com a mesma disposição de coração, até porque nem isso tem sido mais ensinado: o aprender.
Para honra e gloria do Senhor, há mestres que transmitem a Palavra de Deus em sua mais profunda fidelidade ao que o próprio Senhor lhes ensinou. Esses tais são os que buscam conhecimento e discernimento na única fonte segura: a presença de Deus. O coração do mestre que é aprovado por Deus e que está apto a ensinar Sua verdade, é como o do apóstolo Paulo:
2º Corintios 3:16
Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós?
Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração.
E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;
não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
No entanto, há, pela força da injustiça que habita no coração dos servos infiéis, a arrogância de se ensinar o que não se aprendeu. E isto se deve por um de dois motivos: ou o mestre negligencia os estudos e a oração, ou simplesmente Deus ainda não lhe revelou a verdade sobre aquilo que ele se dispõe a ensinar. Em ambos os casos, o engano é a essência da lição.
Salmos : 25:12-15
Qual é o homem que teme ao Senhor? Este lhe ensinará o caminho que deve escolher.
Ele permanecerá em prosperidade, e a sua descendência herdará a terra.
O conselho do Senhor é para aqueles que o temem, e ele lhes faz saber o seu pacto.
Os meus olhos estão postos continuamente no Senhor, pois ele tirará do laço os meus pés.
Esta é a nossa deixa, a fala do Senhor para que tenhamos garantia no aprender e no ensinar. E também para que lembremos que o que não está revelado, não tem explicação que o homem possa dar. É para ser lido, guardado em nossas mentes para que, no tempo certo do Senhor, a explicação venha e traga o entendimento, o correto aprendizado e as consequentes bênçãos.
João 14:26
Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.
A Verdade
por Mara Protta em Sem categoria as 19 de novembro de 2010
Meus dezessete anos foram em um divisor de águas na minha vida. Lembro-me, com lucidez assombrosa, do momento em que meu coração ardia em dúvidas e, em um clarão de consciência, declarei em voz alta: Eu quero A VERDADE! Não vou descansar enquanto não encontrar A VERDADE!
É engraçado como lembranças de pensamentos sempre me retornam juntamente com a visão física do momento em que aconteceram. Nesse instante que desejei ardentemente a Verdade, eu estava em frente ao meu guardaroupas, um grande reoupeiro que tomava toda a parede do quarto e era de uma embuia escura e linda.
Jamais esqueci desse momento. No entanto, não tinha a menor idéia do que procurava. Minha vida, meus planos homanos e meus afazeres, em nada se alteraram. Mas, a partir daí, sei que meu coração começou uma grande luta. A aceitação das coisas já não era sem argumentos e quanto mais eu argumentava mais o mundo me estrangulava.
Com o passar dos anos tornei-me uma ilha, aparentemente sociável, mas sedenta, faminta e alerta para tudo o que fosse esclarecedor, que alimentasse minha alma. Tudo que eu fazia, era como se estivesse me agarrando à última tábua solta do navio naufragado.
E Deus devia me olhar com tanta ternura e balançar a cabeça pacientemente, esperando que eu paresse de lutar para poder me socorrer sem que eu o rejeitasse. Ele nunca age contra nós, mesmo que seja com a intenção de nos salvar. Este é o cerne do Livre Arbítrio!
Muitas vezes Ele providenciou para que eu tivesse acesso à Sua Palavra e ao conhecimento da Sua Vontade que é perfeita eternamente, amém! Mas o apego ao mundo, cujo teor de sedução eu ignorava, impedia-me de ver exatamente o que eu mais desejava encontrar!
Muitos de vocês devem ter tido a experiência de levar uma criança à escola, ou ao médico, contra a vontade dela e ter lutado com pézinhos e mãozinhas que insistiam em agarrar-se no seu corpo, lutando desesperadamente para não se afastarem.
Pois creio que era exatamente assim que o Senhor agiu comigo por anos seguidos. Ele soltava uma das minhas mãos e eu agarrava o mundo com a outra, com um coração desesperado por querer o novo e não ter coragem de soltar o velho. Agarrava meus planos, meus desejos, meus pecados, minhas dúvidas, minhas parcas convicções, minha obtusa consciência de mim mesma.
Então Deus tomou a decisão que todos nós, como pais, tomamos para o bem dos nossos filhos. Desprendeu-me de tudo a que eu me agarrava e colocou-me sentadinha num canto da escola da vida para que, sozinha, sem nada diante dos meus olhos, eu pudesse respirar, levantar o rosto e perceber a realidade!
Então eu O vi; perto, atencioso, cuidadoso! Comecei a notar todas as providências que Ele sempre tomara mesmo nos momentos mais difícies quando parecia que eu estava sozinha e ferida.
Foi quando “ouvi” pela primeira vez seu chamado:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30)
Vocês têm noção do quanto isso foi atrativo para mim? Era como ter andado dias no deserto, alem da seca, o sol escaldante e o frio noturno. Um oásis! Uma visão magnífica! Um jorro de esperança na minha alma foi despejado e eu mergulhei nele! Glória a Deus por esse dia!
Hoje, após vinte anos, lendo a Palavra do Senhor em oração, pude degustar saborosamente a mais contundente declaração de Jesus para alguém que buscava a Verdade:
“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais tera fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” (Mateus 6:35)

Teologia Enlatada
por Mara Protta em Sem categoria as 3 de agosto de 2010
Estou começando a acreditar que muitos serão mesmo enganados, no final dos tempos, mas não por falta de liberdade de escolha e sim pelo excesso de informações enlatadas e fáceis de serem consumidas. O pior é que estas informações vêm sempre com uma embalagem bonita, um representante cheio de carisma e um contexto 90% cristão. E o problema está justamente nos 10% de heresia que é incutida na mente das pessoas que aceitam tudo sem questionar, como se não precisássemos mais da Bíblia para conhecer os pensamentos de Deus: como se bastasse ver os filmes, assistir os pregadores ao vivo ou pela TV, ouvir todo tipo de música gospel e ler todo livro que está nas livrarias evangélicas. Cada vez que aparece um título novo que esteja virando moda, logo procuro ler o material para comparar aos princípios contidos na Palavra de Deus. E como tenho encontrado distorções, coisas das mais simples às mais diabólicamente engendradas para tropêço dos incautos e, porque não dizer, preguiçosos. Tenho visto irmãos, gente boa e temente a Deus, ser enganados por palavras bonitas e imagens emocionantes, produzidas por pessoas de alto nível cultural, social e de excelente aparência e oratória, simplesmente porque não aceitam que o mau está rondando o povo de Deus a todo instante. Ele não descansa! A Palavra de Deus diz “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” (1Pedro 5:8) E como ele fará isso? Ele não pode nos tocar fisicamente e não pode determinar a nossa morte. Só o Senhor pode fazer isto. Então ele nos leva ao engano e usa todo tipo de armadilha. E a porta mais fácil para ele é a ignorância do povo de Deus. Ah! E é tão simples consultar a Verdade escrita especialmente para nós! Está tudo lá, com letras pretas no papel branco! Como, então, irmãos tementes a Deus estão aceitando teologias diversas do que está lá? Como não estão colocando diante de Deus o que ouv
em e vêem e pedindo discernimento para não cairem em armadilhas? E Jesus afirma: “Errais, não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29). Assim, o inimigo vai ganhando pontos, ou pior, almas, cuja salvação fica severamente comprometida pois o intuito de Satanás é fazer com que os chamados não sejam escolhidos. O próprio Jesus afirma isso quando diz: “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:14) referindo-se aos religiosos do seu tempo, os quais eram povo do Deus de Abraão, de Isac e de Jacó.
Certos estavam os irmãos de Beréia e os que hoje ainda fazem como eles:
“E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.”
A Palavra e a Oração
por Mara Protta em Sem categoria as 1 de setembro de 2009
Davi era um homem comum, cheio de desejos que o impulsionavam para o mal e com um coração sempre disposto a executar a justiça: a sua justiça. Sua vida foi caracterizada por escolhas corajosas: certas e erradas. Ele amava e confiava em Deus, mas muitas vezes era impossível fazer-Lhe a vontade. Quantas vezes seu coração o traiu? E ele demorou muito, sofreu profundas decepções, sentiu muita culpa, até perceber o segredo para alcançar o comportamento desejado, motivo pelo qual foi chamado de “homem segundo o coração de Deus”: A ORAÇÃO.
Escondi tua Palavra no meu coração para não pecar contra Ti. (Sl 119:11)
Até vendo filme o Senhor nos fala!
por Mara Protta em Sem categoria as 30 de agosto de 2009
“Não estejais ansiosos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excedo todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Fílípenses 4:6-7)
Meditando nesta palavra e descobrindo as delícias que nos são servidas nela, lembrei-me de uma cena, muito comum em filmes onde, numa casa de família abastada, um dos personagens dirige-se à mesa do café da manhã, à qual já estão sentados outros membros da família. O serviço é 5 estrelas e os pratos inimagináveis. O recém chegado, que às vezes é o chefe da família, preocupado com os negócios, vem apressado, serve-se de um copo de suco ou um pouco de café preto.
Para nós seria difícil saber por onde começar, pois a fartura é tanta e a visão tão atraente que mal prestamos atenção ao diálogo.
Outras vezes o apressado é a mãe, cheia de ansiedade por seus compromissos que a permitem fugir da rotina doméstica; ou a filha, idealista e ativista dos planos de outros, a quem julga mais inteligentes e corajosos que ela própria, ou ainda, o filho, cheio de sua “deliciosa” rebeldia, sedento por uma bola de basquete, certo de que problemas só existem na cabeça de seus pais, que, aliás, os inventam. Então, o recém chegado à mesa, às vezes até serve-se de alguma iguaria muito atraente aos olhos e prova um bocado, quando se lembra do compromisso urgente e, olhando para o relógio, toma um último gole levantando-se e sai às pressas. Outros motivos também são recursos para alguém deixar a tal mesa: um repentino fastio sem explicação; uma palavra de cobrança ou de sarcasmo; a impossibilidade de se conter a ansiedade pelo que está por vir; a culpa por erros guardados em segredo e que impedem nosso personagem de encarar a família neste momento tão íntimo que é a refeição e o deixa sem o necessário alimento.
Vemos, frustrados, o banquete, que não poderia ser consumido por aquelas só pessoas nem em todas as refeições do dia, desperdiçado, porque, não raro, os demais membros da família também saem deixando seus pratos servidos. Eles não consideram que passaram a noite inteira em repouso e precisam do alimento para suportar o desgaste físico e emocional do corre-corre diário. Durante o dia, comem um lanchinho ou outro café e, se não terminam o expediente com um copo de uísque, atiram-se num imenso sorvete ou hamburguer, deliciosos e caros, contudo, totalmente insuficientes para atender às necessidades orgânicas de qualquer pessoa.
Muitos de nós relaciona-se com a Palavra de Deus exatamente assim: com o coração e a mente cheios de ansiedade, não conseguem parar para “degustá-la” e ‘ingeri-la “, não lhe dando a devida importância pois, estará sempre ali, à disposição, “eternamente”. Nem nos passa pela cabeça que um dia poderá vir a faltar !?!
Assim, cria-se uma geração de “desnutridos”, não por falta de alimento mas, por total falta de entendimento. Ah! Então adoecem! Tonturas, dor aqui e ali, desânimo, mal humor, insônia, etc.. Tudo é procurado: conselhos de farmacêuticos e amigos sabe-tudo, lazer do mais requintado, mudanças de ares em viagens maravilhosas, estimulantes, calmantes, amantes…
Somente quando acontece de aparecer um sintoma mais sério (uma infecção, um “caroço”, um desmaio) e o pânico se instala, é que lembram do médico! Bem, vamos a ele! E daí? Conta-se os últimos sintomas mas não se consegue relatar nem o histórico da última semana: não sabem o que comeram, beberam. assistiram, ouviram, sentiram ou sequer pensaram. O lixo está todo lá e o médico é obrigado a adivinhar.
Bem, quando estabelecemos aqui um paralelo com nosso relacionamento com a Palavra de Deus, nosso médico é o próprio Deus e ele não precisa adivinhar – ELE TUDO SABE! Então, ouve nossa queixa e ministra o remédio.!!! DESASTRE: não somos capazes, a estas alturas, de compreender o tratamento ministrado, pois não conseguimos fazer a “ponte” entre o nosso mal e suas causas. É preciso para, olhar prá trás, reconsiderar atitudes, sentimentos, motivações, informações adquiridas no lugar do Valioso Alimento.
Ter coragem de admitir que não cuidamos da nossa “saúde’; abandonando os “banquetes” servidos e substituindo-os por “guloseimas” e “bebidas” atraentes e insubstanciais é o primeiro passo. É preciso começar do início, voltar ao alimento verdadeiro, gastar tempo na mastigação e ingestão, fazer exercícios adequados, oxigenando nosso cérebro e aliviando as tensões provocadas pelos maus hábitos.
“Não estejais ansiosos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excedo todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7)
Ao procurar o médico é preciso alguns procedimentos prévios: “Não estejais ansiosos por coisa alguma”: É preciso sossegar, respirar fundo, considerar que é nele que encontra-se a solução para o nosso mal; é preciso confiar – ainda que com algum esforço: CALAR AO ENTRAR NO CONSULTÓRIO/ÁTRIO…
“antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas de Deus pela oração”: Quando começarmos a falar, é preciso relatar as circunstâncias com clareza (para que nós mesmos possamos nos situar), o que requer uma prévia e criteriosa reflexão, encarando com sinceridade nossas atitudes e sentimentos.
“e súplicas”: É preciso descrever detalhadamente as dores, carências, desejos, dificuldades, desajustes, obstáculos, ansiedades, angústias, etc., pedindo uma cura para cada problema.
“com ação de graças.”: É preciso ter claro em nosso coração e em nossa mente tais súplicas, pois, a estas alturas, nós já saberemos com quem estamos tratando e a esperança da cura começará a crescer, e com ela a gratidão. Tal como em requerimentos escritos onde, no final escrevemos: “certos de contar com vossa prestimosidade para conosco, antecipadamente agradecemos…”, esta deve ser a disposição do nosso coração, derramado diante do nosso Deus/médico. Agradecer antes da cura e depois também. Esta é a paga da consulta que ele espera receber.
Então vem o que não se espera: o brinde, o “souvenir’ o prêmio imerecido e impagável: “e A PAZ DE DEUS que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Ele não vai esquecer de nós quando nos levantarmos para sair do consultório/átrio e vier outro paciente. Ele vai conosco prá casa, pro trabalho, pro lazer. Vai cuidar de nossos compromissos e nos alertar a cada possibilidade de erro e nos chamar com carinho de “filho amado”; vai preparar o nosso alimento diariamente e segurar a nossa cabeça quando nos sentirmos fracos; vai ouvir nossas queixas quando a opressão vier e nos livrar de todo o mal, pois estaremos fortalecidos pelo “alimento” e exercitados pelo tratamento.
Contudo, nós não precisamos esperar o mal para buscá-lo. Façamos isso HOJE, quando estamos sadios. Vamos praticar medicina preventiva, alimentação adequada, lazer saudáuel e higiene mental.
Florianópolis, 29 de Julho de 1998.