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Pecado???

O pecado é assim:
Teu pai oraganiza uma enorme festa, linda, com muitos comes e bebes, manda fazer a maior faxina na casa e decorar o ambiente, convida pessoas importantes e queridas para te honrar e te diz: Filho, agora vai, toma um bom banho, coloca a tua melhor roupa, te perfuma, te penteia e calça um sapato novo e limpo que comprei pra ti. Depois vem e eu vou te honrar na festa que te preparei!
Mas você diz: Pai, não quero tomar banho nem trocar a roupa. Assim está muito bem. Pra que mudar?
E ele insiste: Filho, talvez você não entenda mesmo, mas é necessário que seja assim, que você me honre e aos meus convidados, estando limpo, bem vestido e perfumado. Não há outro modo de você vir à sua festa.
E você não cede: Ah, pai! Se tiver que tomar banho e mudar a roupa eu não vou!
E você vai para o teu quarto e prefere ficar lá, sujo e sozinho, enquanto a tua festa está acontecendo sem você!

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A Verdade

Meus dezessete anos foram em um divisor de águas na minha vida. Lembro-me, com lucidez assombrosa, do momento em que meu coração ardia em dúvidas e, em um clarão de consciência, declarei em voz alta: Eu quero A VERDADE! Não vou descansar enquanto não encontrar A VERDADE!

É engraçado como lembranças de pensamentos sempre me retornam juntamente com a visão física do momento em que aconteceram. Nesse instante que desejei ardentemente a Verdade, eu estava em frente ao meu guardaroupas, um grande reoupeiro que tomava toda a parede do quarto e era de uma embuia escura e linda.

Jamais esqueci desse momento. No entanto, não tinha a menor idéia do que procurava. Minha vida, meus planos homanos e meus afazeres, em nada se alteraram. Mas, a partir daí, sei que meu coração começou uma grande luta. A aceitação das coisas já não era sem argumentos e quanto mais eu argumentava mais o mundo me estrangulava.

Com o passar dos anos tornei-me uma ilha, aparentemente sociável, mas sedenta, faminta e alerta para tudo o que fosse esclarecedor, que alimentasse minha alma. Tudo que eu fazia, era como se estivesse me agarrando à última tábua solta do navio naufragado.

E Deus devia me olhar com tanta ternura e balançar a cabeça pacientemente, esperando que eu paresse de lutar para poder me socorrer sem que eu o rejeitasse. Ele nunca age contra nós, mesmo que seja com a intenção de nos salvar. Este é o cerne do Livre Arbítrio!

Muitas vezes Ele providenciou para que eu tivesse acesso à Sua Palavra e ao conhecimento da Sua Vontade que é perfeita eternamente, amém! Mas o apego ao mundo, cujo teor de sedução eu ignorava, impedia-me de ver exatamente o que eu mais desejava encontrar!

Muitos de vocês devem ter tido a experiência de levar uma criança à escola, ou ao médico, contra a vontade dela e ter lutado com pézinhos e mãozinhas que insistiam em agarrar-se no seu corpo, lutando desesperadamente para não se afastarem.

Pois creio que era exatamente assim que o Senhor agiu comigo por anos seguidos. Ele soltava uma das minhas mãos e eu agarrava o mundo com a outra, com um coração desesperado por querer o novo e não ter coragem de soltar o velho. Agarrava meus planos, meus desejos, meus pecados, minhas dúvidas, minhas parcas convicções, minha obtusa consciência de mim mesma.

Então Deus tomou a decisão que todos nós, como pais, tomamos para o bem dos nossos filhos. Desprendeu-me de tudo a que eu me agarrava e colocou-me sentadinha num canto da escola da vida para que, sozinha, sem nada diante dos meus olhos, eu pudesse respirar, levantar o rosto e perceber a realidade!

Então eu O vi; perto, atencioso, cuidadoso! Comecei a notar todas as providências que Ele sempre tomara mesmo nos momentos mais difícies quando parecia que eu estava sozinha e ferida.

Foi quando “ouvi” pela primeira vez seu chamado:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.
Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30)

Vocês têm noção do quanto isso foi atrativo para mim? Era como ter andado dias no deserto, alem da seca, o sol escaldante e o frio noturno. Um oásis! Uma visão magnífica! Um jorro de esperança na minha alma foi despejado e eu mergulhei nele! Glória a Deus por esse dia!

Hoje, após vinte anos, lendo a Palavra do Senhor em oração, pude degustar saborosamente a mais contundente declaração de Jesus para alguém que buscava a Verdade:
“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais tera fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” (Mateus 6:35)

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Três irmãs

A independência e a liberdade têm uma irmã em comum que se chama solidão.

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